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O sistema de saúde britânico – o NHS e minha experiência

Vocês já devem ter me ouvido falar muito do NHS – o National Health System – em outros posts aqui no blog, mas no início desse ano eu tive a infeliz oportunidade de testá-lo na pele. Resolvi então fazer de uma experiência chata uma chance de passar pra vocês como funciona o famoso sistema de saúde britânico. Portanto, vou fazer dois posts: esse com um pouco de contexto sobre o NHS e o próximo com o meu relato pessoal.

O NHS até poucos anos era motivo de orgulho pro UK por ser um sistema gratuito de saúde eficiente e que atende as necessidades da população. De uns anos pra cá, porém, o sistema tem dado muita dor de cabeça pros britânicos devido a falta de enfermeiros e médicos no país e também a quantidade de imigrantes europeus que vêm ao UK só pra fazer uso dos hospitais do NHS. Pra nós imigrantes não-europeus, o sistema já não é mais gratuito desde 2015, quando foi implementada uma taxa de £200 por ano que é paga no momento em que se tira o visto.

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O NHS chegou a ganhar destaque na cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de Londres, em 2012.

Explicando como funciona o NHS:

Para fazer uso do NHS você precisa primeiro se registrar com um General Practicioner (GP) que é um clínico geral que vai cuidar de você no primeiro momento. Você só pode se registrar com GPs na sua área, o que as vezes é chato porque alguma áreas só tem clínicas péssimas. Caso você tenha algum problema de saúde, o GP vai ser a porta de entrada para o NHS e ele será responsável por te encaminhar para um médico especialista ou para fazer exames, se necessário, e te prescrever qualquer medicamento.

E se eu precisar de medicamento, é de graça?

As prescrições no UK são pagas e a taxa de 2016 é de £8.40 por medicamento, sofrendo reajustes todo ano. Algumas pessoas, porém, são isentas de pagar essa taxa. A isenção se aplica para pessoas com problemas crônicos de saúde, diabéticos, pessoas com problemas de coração, idosos, gestantes e pessoas com deficiência. Caso você esteja internado, também não é necessário pagar pela medicação que receber.

E se eu precisar de um especialista?

No Brasil, se você tem plano de saúde e quer ver um endocrinologista, é só pegar o telefone e marcar, não é mesmo? Aqui não é tão simples assim. Pra conseguir uma consulta com um especialista é preciso ter um encaminhamento do GP. Como os recursos do NHS são escassos, o GP faz de tudo pra resolver seu problema sem te encaminhar e, se essa for a única opção, o tempo de espera pode ser de meses! A mesma coisa vale pra exames, só se consegue em casos de extrema necessidade e sempre tem uma lista de espera.

E se for uma emergência?

Falei ali em cima que o GP é a porta de entrada para o NHS, não é mesmo? Acontece que de uns anos pra cá, as pessoas descobriram a porta dos fundos do NHS e tem a usado cada vez mais: a emergência dos hospitais. Usando esse caminho, você pula toda a burocracia do GP e, por causa disso, as pessoas têm usado a emergência dos hospitais para coisas simples como gripe, dor de cabeça, etc, tudo pra não ter que esperar a consulta com o GP ou por acharem que é algo mais sério e o GP não quis encaminhar pro especialista. O problema disso é que as emergências dos hospitais britânicos são lotadas e o atendimento a quem realmente precisa de assistência rápida acaba sendo bem mais lento.

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Os últimos 6 meses: o tão desejado Tier 2, testando o NHS e os próximos 6 meses

Oi pessoal, Andréa falando de Manchester, UK. Vocês devem ter percebido a mudança do nosso layout recentemente, mostrando um pouco do que mudou na nossa vida.

Primeiramente, nos formamos! YAY! Carol e eu nos graduamos em junho de 2015. Eu infelizmente não pude ir à minha cerimônia de graduação já que estava em São Paulo fazendo um estágio de verão na Heinz. Nesse estágio eu ganhei um prêmio por ter desenvolvido o melhor projeto dentre os outros interns e isso acabou me abrindo muitas portas por aqui. Engraçado que, no final das contas, o caminho pra eu conseguir o visto no UK passava por voltar para o Brasil temporariamente.

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Passados esses 2 meses em São Paulo, eu voltei para Londres e continuei meu job hunting. Já fizemos posts sobre os possíveis caminhos depois da graduação para um imigrante internacional no UK (posts sobre os vistos Tier 1, Tier 5 e Tier 2) e eu preferi seguir procurando um emprego que entrasse nas exigências do Tier 5. A minha tática foi não mencionar a necessidade do visto até o momento da entrevista para que eu tivesse pelo menos uma chance de mostrar quem eu era antes de ser descartada por causa do visto.

Apliquei para dezenas de empregos e acabei fazendo duas entrevistas: uma em uma grande gravadora – seguindo minha paixão por música – para uma posição na minha área de Relações Públicas e outra em uma empresa de produtos de higiene pessoal – seguindo minha experiência em Fast Moving Consumer Goods adquirida na Heinz – com base em Manchester. A gravadora me ofereceu a posição mas ficou um pouco intimidada com a burocracia do Tier 5 e no final não deu certo. Felizmente, a empresa de Manchester também me ofereceu uma posição mas com mais disposição para passar pelo processo do Tier 5. No fim das contas, eles acabaram achando mais simples me dar um Tier 2 logo pois assim eles teriam mais controle sobre o visto.

E aqui estou! Hoje moro em Manchester e trabalho no departamento de Sales dessa empresa. A cidade é ótima e com custo de vida muito mais baixo do que Londres, o que significa que eu finalmente consegui morar sozinha e ter uma vida um pouco mais confortável do que a vida de estudante em Londres contando os trocados.

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Fonte: Atom6.co.uk. Poisé, não tenho nenhuma foto decente de Manchester mas juro que faço um post sobre!

Isso tudo aconteceu em outubro do ano passado e desde então tive a grande honra (not) de testar o grande sistema de saúde britânico, o NHS. Vou fazer um post mais detalhado sobre essa experiência em breve, mas basicamente eu tive um problema no pulmão e passei um pouco de raiva com o NHS!

Enfim, esse post era só pra dar uma atualizada sobre a nossa vida. Eu espero voltar com mais postagens nas próximas semanas. Acho importante compartilhar essa parte da nossa jornada como profissionais também porque acredito que são poucos estudantes internacionais que conseguem passar do Tier 4 pro Tier 2.

Queria também agradecer os e-mails que as pessoas têm mandado com perguntas ou mensagens bacanas. A gente sempre responde, seja aqui nos comentários ou por e-mail ou na nossa página no Facebook (que aliás está com mais de 1.000 seguidores!). Prometo não me ausentar mais!

See ya!

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Cadê meu canudo?!

Estudante de último ano por aqui sonha só com duas coisas: o dia de colocar a dissertação na gavetinha de entregar trabalhos da universidade e a cerimônia de graduação. A nossa cerimônima não é tão pomposa como no Brasil – que dura 4 dias inclusive com baile de gala e culto ecumênico – mas não deixa de ser especial. No post de hoje, vamos contar para vocês sobre a Graduation Ceremony da nossa universidade.

O Vice Chancellor da universidade arrasando no chapéu. Foto: westminster.ac.uk

O Vice Chancellor da universidade arrasando no chapéu. Foto: westminster.ac.uk

Entregada a dissertação no dia 30 de april, chega a hora de (tomar um porre, afogar os demônios, chorar, sumir, se internar num spa, etc) aguardar ansiosamente as notas finais. Aqui na Westminster, elas serão publicadas no dia 11 de junho. Então, finalmente saberemos nossa média final e se formaremos com honras ou distinção. Cerca de um mês depois, ocorre a Graduation Ceremony.

As cerimônias da Westminster sempre ocorrem no Royal Festival Hall, às margens do rio Tâmisa, em Londres. Foto: westminster.ac.uk

As cerimônias da Westminster sempre ocorrem no Royal Festival Hall, às margens do rio Tâmisa, em Londres. Foto: westminster.ac.uk

Essa cerimônia se parece muito com a colação de grau do Brasil. Os alunos vestem as suas becas, chamam a família e são oficialmente condecorados como bacharéis. Cada departamento tem o seu dia. Eu e a Carol, estudantes de Relações Públicas, nos formaremos – se Deus quiser – no dia 13 de julho com os cursos de Jornalismo, Design, Radio e TV, Cinema, Música e Fotografia.

Os alunos são chamados pelo nome para cumprimentar o Vice Chancellor (uma espécie de Vice-Reitor) da universidade e pegar o seu canudo (vazio por enquanto, o diploma em si só chega uns 2 meses depois). Os formandos com honras ou distinção são chamados por último, separadamente.

A beca britânica. A cor depende do curso, essa é a que eu e Carol vamos usar no dia. Foto: westminster.ac.uk

A beca britânica. A cor depende do curso, essa é a que eu e Carol vamos usar no dia. Foto: westminster.ac.uk

Depois da cerimônia, os alunos se juntam as suas famílias para tirar fotos para o álbum de formatura e comemorar com champagne. Aqui na Inglaterra, não existe o culto ecumênico ou o baile de formatura (infelizmente), mas a gente tem uma coisa que o Brasil não tem: o famoso yearbook. Sim, aquele com as fotos engraçadas e depoimentos da turma.

Muita água ainda vai correr nesse “corgo”, como dizemos em Goiás, até o dia da nossa formatura, mas vejam nesse vídeo abaixo um trechinho de uma cerimônia de 2010:

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Enfim, o último ano.

Parecia longínquo e até que nunca ia chegar, mas cá estamos nós no nosso último ano de faculdade na Inglaterra. Apesar da correria que é esse momento derradeiro, a gente ainda se pega lembrando do primeiro dia de aula, e a surpresa é enorme.

Como a gente a muda durante os anos na universidade, não é mesmo? Eu mesma me lembro chegando na Westminster no primeiro dia de fazer a matrícula e participar da Fresher’s Fair (nosso “trote”, ou a feira onde os calouros conhece os serviços da universidade e as sociedades). Eu era uma menininha de 21 anos, acabada de sair da casa dos pais – e do país, por sinal – e ainda lidando com o impacto de todos os choques que a experiência de morar fora sem conhecer ninguém no país de destino traz.

Minha foto da carteirinha, tirada no meu primeiro dia - felizona!

E aí, enquanto a gente viaja sobre o passado, a gente olha pro calendário e bate o pânico: MINHA DISSERTAÇÃO É PRA DAQUI 10 SEMANAS. ENTERRA ESSA CARA DE PAU NOS LIVRO, MENINA! Poisé, toda a enrolação no início do post é pra dizer que eu vou contar pra vocês como é o último ano de faculdade no Reino Unido.

STOP! Dissertation time…

"Cuidado, tese em processo. Conteúdo sob pressão. Pergunte sobre o status ao seu próprio risco. Cutuque gentilmente se adormecido."

Com exceção de alguns cursos na área criativa, todos requerem que seus alunos escrevam uma dissertação, normalmente contendo entre 10.000 e 12.000 palavras, ao final do curso. Essa dissertação é bem parecida com a monografia feita no Brasil. Ela precisa ter uma introdução, metodologia, revisão de literatura, a pesquisa em si e uma conclusão. A vantagem para nós é que aqui não se defende monografia. Entregou, tá entregue. Alguns cursos colocam o prazo final em janeiro, mas a maioria termina em abril. Depois é só esperar até junho para saber a sua nota.

Projeto final de curso: já não basta tudo que eu tenho passar, você ainda tem que existir!

Muitos cursos também pedem que seus alunos façam um projeto final: uma ação prática, que varia de curso pra curso. Por exemplo, os alunos de cinema precisam fazer um documentário ou um curta-metragem. Os graduandos de Moda, fazem um desfile ao fim do ano letivo. Nós da Relações Públicas fazemos uma campanha para ser promovida para a mídia impressa (se você segue a gente no Facebook, já viu os louros que estamos colhendo da nossa campanha. Assunto pro próximo post!). Em muitos cursos, esse projeto é feito antes de começar a dissertação. Como eu e a Carol devemos ter dançado conga na cruz, a gente tem que fazer é tudo ao mesmo tempo mesmo.

Resultado: “eu vou me encostar aqui entre essas duas pilhas de livros e dormir só um pouquinho”

Não há tempo, minha gente! Pra quem trabalha então… já tive que escolher se comia ou dormia, porque os dois não dava. Mas no final, a recompensa é sensacional! Tô louca para escrever aqui sobre a nossa cerimônia de graduação!

No próximo post: E agora, José? Quais são as opções para o aluno internacional que se forma no Reino Unido? E por que o governo britânico quer tanto que a gente amarre nosso jegue em outra árvore?

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Rede social sugere amizades online e oferece moradia para quem decide ir para o exterior, minimizando o choque cultural. ​​

Rafael

Rafael dos Santos foi morar em Londres em 2002. Como qualquer pessoa que resolve dar o grande passo de mudar de país logo se deparou com o choque cultural. Conviver com tantas culturas, uma língua nova, dividir quarto com estranhos e se sentir sozinho são alguns dos problemas enfrentados por alguém que resolve estudar no exterior, viajar o mundo ou conseguir um emprego e precisa sair em busca do desconhecido.

Mas Rafael se adaptou, trabalhou como lavador de louças e catador de copos em bares de Londres até conseguir uma vaga como professor assistente na escola de inglês em que estudava. De tanto dividir casas com outros estrangeiros, em 2005 decidiu abrir uma empresa de acomodação.

De acordo com a UNWTO – United Nations World Tourism Organisation em 2010, 187 milhões de jovens entre 15 e 30 anos moraram fora de seus países por 6 semanas e gastaram mais de 1000 dólares em acomodação. Ao escrever o livro “Mudando de País – Um passo de cada vez” que explica todas as etapas, da chegada ao exterior a volta ao país de origem, Rafael teve a ideia de criar um projeto para ajudar aqueles que pretendem ir para outro pais (seja para estudar, trabalhar ou somente viajar) e tem medo de dar o primeiro passo. “Fiz entrevistas com mais de 200 pessoas para saber qual o maior desafio ao mudar de país e as principais respostas foram: onde morar e o medo de se sentir sozinho”, conta Rafael.


Assim nasceu a Room in the Moon – uma rede social que sugere conexões para pessoas que estao mudando de cidade ou de país. Com a rede, pessoas indo morar nos mesmos lugares trocam informações e tem um ponto de contato quando chegam lá, minimizando o choque cultural. O site também oferece quartos em diversas regiões de Londres, que podem ser reservados online pelo período mínimo de quatro semanas.

A rede, lançada em marco deste ano, tem cerca de 100 novos cadastros diariamente, cerca de um a cada 12 minutos – e em apenas 4 meses tem mais de 4 mil membros de 15 países, que dão dicas com vídeos e fotos, sobre a cidade em que moram ou que já estiveram. Passeios, comida, a melhor parte da cidade para morar, cursos e universidades e transporte são os posts mais frequentes.

A Startup também vem solidificando o projeto inicial e após ter conseguido uma consultoria do governo inglês, foi selecionado como participante da aceleradora Velocity, em Louisville, nos EUA com um apoio de 15 mil dólares em treinamento e considerada pelo Grupo Virgin, um dos maiores do mundo, como a ‘Startup da Semana’, na Inglaterra.

Para marcar o lançamento, a Room in the Moon está com uma competição, em que irá dar uma bolsa de estudos de duas semanas para qualquer lugar do mundo, para a pessoa que der mais dicas e tiver mais conexões. A bolsa ira cobrir custos com voos, acomodação, curso de línguas e ainda dinheiro para ajudar nas despesas com alimentação e transporte.

Para se cadastrar (e mais informacoes), basta se inscrever no site.

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A história do Hugo no Reino Unido

Habemus Escócia! Para quem não acompanhou, mais da metade dos escoceses decidiram permanecer como parte do Reino Unido. A gente só espera agora que as diferenças políticas se resolvam no UK e a paz volte!

Mudando de assunto, vocês já estão que nem neto sentado em colo de vó ouvindo nossas histórias em Londres. Por isso, resolvemos mostrar o depoimento de outro estudante que veio se aventurar na nossa pequena ilha, o Hugo. Ele fez um intercâmbio pela UK Study na cidade de Brighton e conta pra gente um pouco como foi:

Eu me chamo Hugo Souza, tenho 25 anos e sou Engenheiro Químico. Minha história com o intercâmbio para a Europa começou um pouco tarde, pois antes eram difíceis as condições e tudo era praticamente impossível. Com o tempo, a ideia foi se amadurecendo e não foi difícil escolher a Inglaterra, uma terra cheia de lugares lindos pra se visitar e de pessoas extremamente educadas e receptivas.

hugo3Brighton seria o destino depois que Ana Costa, uma amiga brasileira que trabalha na UK STUDY e que me ajudou em tudo (sempre serei grato a ela!), me falou sobre as praias, festas e quantidades de intercambistas. Além da distância de Londres, que por sinal é super acessível e perto!
Uma vez na Inglaterra, tive a oportunidade de conhecer novos amigos de diferentes partes do mundo, e muitos brazucas também. Aliás, na Europa pude encontrar brasileiros por todas as partes, me senti em casa!

A possibilidade de conhecer novas cidades também é muito grande, pois o transporte não é caro e a acessibilidade é perfeita. Pude viajar pela Inglaterra de trem em cidades como Portsmouth, Bournemouth, Southampton, Oxford, Dover e Londres. Dover aliás é uma das portas de saída e entrada para a Europa, é por lá que embarcamos e desembarcamos para atravessar o Canal da Mancha rumo a outros países europeus.

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O tour pela Europa era sempre feito por uma empresa chamada UK Study Tours, parceira da agência de Intercâmbio UK Study, que mediou quase todas as minhas viagens e festas em Brighton. Uma agência fantástica com pessoas de todos os lugares do mundo que falam quase todos os idiomas e sempre te ajudam no que você precisar, sem contar que possuem preços mais do que acessíveis. Pela UK Study Tours tive o prazer de conhecer países maravilhosos como Holanda, França, Bélgica e Alemanha e fazer muitos amigos.

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Minha estadia na Inglaterra foi interrompida devido a problemas pessoais aqui no Brasil, mas assim que os tiver resolvido, terei o maior prazer de retornar àquele lugar que só me deixou boas recordações na memória, bons amigos e momentos que nem o tempo irá apagar jamais.

*Esse é um post de parceria, qualquer dúvida sobre intercâmbios com a UK Study deve ser encaminhado direto para eles no site ali em cima, ok?

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17 coisas que mudam para sempre quando você vive no exterior

Este artigo foi originalmente escrito e publicado em espanhol por Angie Castells.

À medida que nos preparamos para mudar pela terceira vez, eu olho para trás e sei que apertar nossas vidas em uma mala e deixar novamente mais um lugar tem o seu preço. Porque quando você se afasta, quando você transforma sua vida em uma jornada cheia de incertezas, você cresce de maneira inesperada.

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Você enfrenta novos desafios, conhece partes de você que você não sabia que existia, você fica espantado com si mesmo e com o mundo. Você aprende, você amplia seus horizontes. Você desaprende, e depois de levar alguns tombos e abraçar algumas lições, você começa a crescer em humildade. Você evolui. Você sente saudades de casa … e você molda memórias que vão ficar com você para sempre. Se você já viveu longe de casa ou embarcou em uma longa viagem, tenho certeza que você também sentiu essas 17 coisas que mudam para sempre quando você vive no exterior.

1. A adrenalina torna-se parte da sua vida.

A partir do momento que você decide mudar para o exterior, sua vida se transforma em uma poderosa mistura de emoções – aprendizagem, improvisação, lidar com o inesperado… Todos os seus sentidos ficam afiados, e por algum tempo a palavra “rotina” é excluida de seu vocabulário para dar espaço aos passeios e descobertas com adrenalina e emoção. Novos lugares, novos hábitos, novos desafios, novas pessoas. No começo isso pode aterrorizar você, mas é extraordinariamente viciante.

2. Mas quando você volta… tudo parece o mesmo.

É por isso que, quando você tem alguns dias de ferias e resolve ir para casa, voce se choca com algumas coisas e percebe como tudo mudou pouco. Sua vida foi mudando em um ritmo non-stop, e você está de férias e pronto para compartilhar todas essas histórias que você foi acumulando. Mas, em casa, a vida é o mesmo de sempre. Todo mundo continua lutando com suas tarefas diárias, e de repente isso tudo lhe choca: a vida não vai parar para você.

3. Você não tem (e ainda que você tenha muitas) palavras.

Quando alguém lhe pergunta sobre sua nova vida, você não tem as palavras certas para transmitir tudo que você está experimentando. No entanto, mais tarde, no meio de uma conversa aleatória, algo lhe faz lembrar sobre “o tempo em que…”, e você tem que segurar a língua, porque você não quer sobrecarregar a todos com histórias de seu” outro país “e ser visto como o pretensioso.

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        by  Rune Guneriussen

 

4. Você irá entender que a coragem é superestimada.

Muita gente vai dizer-lhe como você é corajoso – eles também mudariam para o exterior se não fossem tão assustados. E você, mesmo que tenha ficado com medo também, sabe que a coragem é cerca de 10% das decisões de mudança de vida. Os outros 90% é puramente sobre o desejo com todo o seu coração. Você quer fazer isso, você realmente tem vontade de fazer isso? Entao, faça. A partir do momento em que decidimos ir, nós não somos mais covardes nem corajosos – o que quer que aconteça em nosso caminho, nós lidaremos com isso.

“É um negócio perigoso, Frodo, sair porta a fora. Você pisa na estrada, e se não mantiver seus pés no chão, não há como saber para onde você poderá ser varrido.”

5. E, de repente, você está livre.

Você sempre foi livre, mas a liberdade parece diferente agora. E agora que você já desistiu de todo o conforto e está há milhares de quilômetros longe de casa… você sente que é capaz de qualquer coisa!

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6. Você não fala mais um só idioma.

Às vezes você acidentalmente deixa uma palavra de outro idioma deslizar. Outras vezes, você só pode pensar em uma maneira de dizer alguma coisa… com essa palavra perfeita que, por sinal, está no idioma errado. Quando você interage com uma língua estrangeira diariamente, você aprende e desaprende, ao mesmo tempo. Todo o tempo que você está absorvendo referências culturais e palavrões em uma segunda língua, você se encontra lendo em sua língua materna para que está não vá enferrujando.

7. Você aprende a dizer tchau… e se divertir.

Você logo percebe que, agora, a maioria das coisas e das pessoas em sua vida estão apenas de passagem, e você instintivamente minimiza a importância da maioria das situações. Você aperfeiçoa o equilíbrio certo entre a ligação e deixar ir – uma batalha perpétua entre nostalgia e pragmatismo.

8. Você tem dois de tudo. 

Dois cartões SIM (um deles repleto de números de telefone de todo o mundo), dois cartões de biblioteca, duas contas bancárias… E dois tipos de moedas, que sempre acabam misturando misteriosamente quando você está prestes a pagar por algo.

9. Normal? O que é normal?

Viver no estrangeiro, como viajar, faz você perceber que “normal” significa apenas social ou culturalmente aceito. Quando você mergulhar em uma cultura diferente e uma sociedade diferente, a sua noção de normalidade logo se desfaz. Você aprende que há outras maneiras de fazer as coisas, e depois de um tempo, você também toma como hábito o que você nunca pensou que iria abraçar. Você também passa a conhecer-se um pouco melhor, porque você descobre que algumas coisas em que você realmente acredita, enquanto outras são apenas uma herança cultural da sociedade em que você cresceu.

10. Você se torna um turista em sua própria cidade.

Essa armadilha para turistas que não podem ter visitado seu país só acrescenta-se à lista interminável de coisas para fazer em sua nova casa, e você logo se tornará o especialista em sua nova cidade. Mas quando alguém vem mais por alguns dias e pede algumas sugestões, você acha que é muito difícil de recomendar, mas algumas coisas – se fosse com você, você recomendaria visitar tudo!

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Parte do livro «Oh, the places you’ll go!», by Dr. Seuss

 

11. Você aprende a ser paciente… e como pedir ajuda.

Quando você vive no exterior, a tarefa mais simples pode se tornar um grande desafio. Processamento da documentação, encontrar a palavra certa, saber que ônibus tomar. Há sempre momentos de angústia, mas você está rapidamente se enchendo de mais paciência do que você nunca soube que teria, e aceitando que pedir ajuda não é apenas inevitável, mas também um hábito muito saudável.

12. O tempo é medido em pequenos momentos.

É como se você estivesse olhando através da janela do carro – tudo se move muito devagar na parte de trás, ao longe, enquanto na frente de você a vida passa a toda velocidade. Por um lado, você recebe notícias de casa – aniversários que você perdeu, pessoas que partiram sem você ter a chance de dizer adeus uma última vez, as celebrações que não será capaz de atender. Por outro lado, a sua vida em sua nova casa passa em alta velocidade. O tempo é tão distorcido agora, que você aprende como medí-lo em pequenos momentos, ou uma chamada Skype com a sua família e velhos amigos ou uma cerveja com os novos.

13. Breves nostalgias quando você menos espera.

A comida, uma música, um cheiro. Qualquer coisa, por simples que seja pode oprimí-lo com saudade. Você sente falta dessas pequenas coisas que você nunca pensou que iria perder, e você daria tudo para voltar a esse lugar, mesmo que fosse apenas por um instante. Ou para compartilhar esse sentimento com alguém que iria entender…

14. Mas você sabe que não é onde, mas quando e como.

Embora, no fundo, você saiba que não perde um lugar, mas uma conjunção estranha e mágica do lugar certo, no momento certo e as pessoas certas. Naquele ano, quando viajou, quando você compartilhou sua vida com os especiais, quando você estava tão feliz. Há um pouco de quem você é espalhados entre todos os lugares que você já viveu, mas às vezes voltar para aquele lugar não é o suficiente para parar de sentir saudades.

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15. Você muda.

Tenho certeza que você já ouviu falar sobre viagens de mudança de vida. Bem, elas não são um lugar-comum – viver no exterior é uma viagem que vai mudar profundamente a sua vida e quem você é. Ele vai agitar suas raízes, suas certezas e seus medos. Viver em Edimburgo nos mudou para sempre, em muitos aspectos, e se não fosse por essa experiência, nós provavelmente não estariamos prestes a embarcar em nossa próxima aventura de vida agora. Talvez você não vai perceber, ou mesmo acreditar nisso, antes de fazê-lo. Mas depois de algum tempo, um dia você vai ver bem claro. Cicatrizes que você evoluiu, você tem, você viveu. Você mudou.

16. Você encaixa a sua casa dentro de uma mala.

A partir do momento que você apertar sua vida em uma mala (ou, se você tiver sorte com sua companhia aérea, duas), o que você pensou como “casa” não existe mais. Quase qualquer coisa que você possa tocar pode ser substituído – onde quer que você viaje, você vai acabar estocando roupas novas, novos livros, novas canecas. Mas vai chegar um dia em que você de repente vai se sentir em casa em sua nova cidade. O lar é a pessoa viajando com você, as pessoas que deixam para trás, as ruas onde sua vida acontece. Home é também as coisas aleatórias em seu novo apartamento, essas coisas de que você vai se livrar em um piscar de olhos quando a hora de sair vem. Home é todas essas memórias, todas aquelas chamadas de longa distância com sua família e amigos, um monte de fotos. Lar é onde o coração está.

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By LollyJane

 

17. E… não há como voltar atrás.

Agora você sabe o que significa desistir de conforto, começar do zero e se maravilhar com o mundo a qualquer dia que lhe der vontade. E sendo um grande, mundo, infinito… Como você pode optar por não continuar viajando e descobrir isso?

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