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#1 Introdução

Tem vídeo novo no ar abrindo essa fase nova do LpE, vem gente!

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As boas novas!

Quase um ano após o último post, eu trago boas novas!

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Good news direto de Manchester

Apesar de estar sempre sem tempo de manter esse blog atualizado, sempre fica uma vozinha na minha cabeça me dizendo que eu preciso voltar a postar e atualizar o guia – que já tava fazendo 3 anos de idade, por isso tirei do ar!

Eis que recentemente andei passando uns perrengues grandes aqui na Inglaterra e acabei aprendendo umas lições importantes. E aí eu pensei que eu preciso dividir isso com outras pessoas que estão na mesma situação que eu! Não quero ver ninguém passando aperto na Inglaterra por falta de aviso!

Por isso anuncio duas notícias:

  1. O guia está sendo atualizado as we speak. Meu plano é fazer ele ainda mais abrangente – falar a fundo dos aspectos de se viver aqui. E também incluir a parte da grande saga que é conseguir mudar para um visto de trabalho depois de se graduar nesse país.
  2. Um dos meus perrengues está relacionado a dinheiro, então eu resolvi fazer uma webserie com dicas de como viver com pouco dinheiro na Inglaterra. Não sei ainda se vou fazer em formato de vídeo ou post, mas garanto que o conteúdo vai ser legal. Afinal, o perrengue alheio sempre traz um pouco de entretenimento, né não?

Fiquem ligados!

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Brexit!

O Reino Unido está de cabeça pra baixo com o resultado do referendo que definiu a saída do país da União Europeia. Vamos falar sobre o Brexit?

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O sistema de saúde britânico – o NHS e minha experiência

Vocês já devem ter me ouvido falar muito do NHS – o National Health System – em outros posts aqui no blog, mas no início desse ano eu tive a infeliz oportunidade de testá-lo na pele. Resolvi então fazer de uma experiência chata uma chance de passar pra vocês como funciona o famoso sistema de saúde britânico. Portanto, vou fazer dois posts: esse com um pouco de contexto sobre o NHS e o próximo com o meu relato pessoal.

O NHS até poucos anos era motivo de orgulho pro UK por ser um sistema gratuito de saúde eficiente e que atende as necessidades da população. De uns anos pra cá, porém, o sistema tem dado muita dor de cabeça pros britânicos devido a falta de enfermeiros e médicos no país e também a quantidade de imigrantes europeus que vêm ao UK só pra fazer uso dos hospitais do NHS. Pra nós imigrantes não-europeus, o sistema já não é mais gratuito desde 2015, quando foi implementada uma taxa de £200 por ano que é paga no momento em que se tira o visto.

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O NHS chegou a ganhar destaque na cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de Londres, em 2012.

Explicando como funciona o NHS:

Para fazer uso do NHS você precisa primeiro se registrar com um General Practicioner (GP) que é um clínico geral que vai cuidar de você no primeiro momento. Você só pode se registrar com GPs na sua área, o que as vezes é chato porque alguma áreas só tem clínicas péssimas. Caso você tenha algum problema de saúde, o GP vai ser a porta de entrada para o NHS e ele será responsável por te encaminhar para um médico especialista ou para fazer exames, se necessário, e te prescrever qualquer medicamento.

E se eu precisar de medicamento, é de graça?

As prescrições no UK são pagas e a taxa de 2016 é de £8.40 por medicamento, sofrendo reajustes todo ano. Algumas pessoas, porém, são isentas de pagar essa taxa. A isenção se aplica para pessoas com problemas crônicos de saúde, diabéticos, pessoas com problemas de coração, idosos, gestantes e pessoas com deficiência. Caso você esteja internado, também não é necessário pagar pela medicação que receber.

E se eu precisar de um especialista?

No Brasil, se você tem plano de saúde e quer ver um endocrinologista, é só pegar o telefone e marcar, não é mesmo? Aqui não é tão simples assim. Pra conseguir uma consulta com um especialista é preciso ter um encaminhamento do GP. Como os recursos do NHS são escassos, o GP faz de tudo pra resolver seu problema sem te encaminhar e, se essa for a única opção, o tempo de espera pode ser de meses! A mesma coisa vale pra exames, só se consegue em casos de extrema necessidade e sempre tem uma lista de espera.

E se for uma emergência?

Falei ali em cima que o GP é a porta de entrada para o NHS, não é mesmo? Acontece que de uns anos pra cá, as pessoas descobriram a porta dos fundos do NHS e tem a usado cada vez mais: a emergência dos hospitais. Usando esse caminho, você pula toda a burocracia do GP e, por causa disso, as pessoas têm usado a emergência dos hospitais para coisas simples como gripe, dor de cabeça, etc, tudo pra não ter que esperar a consulta com o GP ou por acharem que é algo mais sério e o GP não quis encaminhar pro especialista. O problema disso é que as emergências dos hospitais britânicos são lotadas e o atendimento a quem realmente precisa de assistência rápida acaba sendo bem mais lento.

E foi exatamente o problema acima que eu senti na pele e vocês podem me ouvir mais sobre no vídeo abaixo!

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O que tá pegando no UK: EU Referendum

Na edição de hoje do “O que está pegando no UK” vamos falar sobre o referendo nacional que irá decidir se o Reino Unido deve permanecer como membro da União Europeia, que acontecerá no próximo dia 23 de junho.

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Bandeiras da Grã-Betanha e da União Europeia. Fonte: BBC.co.uk

A União Europeia é um bloco político-econômico que hoje possui 28 países membros. O bloco coloca todos os seus membros sob o mesmo regimento de leis, facilitando assim o comércio entre os países. Além disso, as fronteiras desses países são abertas dentre os seus membros, ou seja, os cidadãos de países pertencentes ao bloco possuem o direito de visitar, viver e trabalhar em qualquer um dos seus membros. Finalmente, em 2002 foi aprovada a moeda única, o Euro, que se tornou a moeda oficial da UE, ainda que não adotada por alguns de seus países como a Suécia, a Polônia e o próprio Reino Unido.

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Mapa dos países membros da UE. Em azul mais escuros, os países que não usam o Euro. Fonte: European Central Bank

O Reino Unido entrou no bloco em 1973, antes mesmo de ele se tornar a União Europeia que conhecemos hoje. Porém, recentemente iniciaram-se discussões no parlamento inglês sobre os benefícios e malefícios de ser um país membro. Mas quem é favor e quem é contra a permanência do UK na UE?

A favor (UK deve permanecer na EU):

Barack Obama (presidente dos Estados Unidos), Angela Merkel (líder da UE e chanceler da Alemanha), Jeremy Corbin (líder do partido trabalhista, Labour Party), George Osbourne (Ministro das Finanças), David Cameron (primeiro-ministro do Reino Unido).

Contra (UK deve deixar a EU):

Michael Gove (Secretário de Justiça do Reino Unido), Nigel Farage (líder do UKIP, partido de direita britânico), Boris Johnson (ex-prefeito de Londres), Chris Grayling (líder de uma das casas do parlamento, a House of Commons).

Vamos então entender os argumentos dos dois lados?

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Campanha para o Reino Unido permanecer na UE. Fonte: Strongerin.co.uk

A favor da permanência: O primeiro-ministro David Cameron tem tentado flexibilizar as condições da permanência do UK no bloco, fazendo assim com que o país só fique com os benefícios. Ele argumenta que existem muitas incertezas sobre a situação do país na Europa se ele deixar o bloco, portanto é mais fácil tentar relaxar as leis que não servem ao país do que deixar de ser membro. Outro argumento é o de que o Reino Unido é um país pequeno, com apenas 63 milhões de habitantes, portante ele tem mais força se pertencer ao bloco.

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Campanha para que o UK deixe a UE. Fonte: Leave.eu

Contra a permanência: O Secretário de Justiça do Reino Unido, Michael Gove, acredita que permanecer no bloco é não ter a liberdade de decidir as leis que regem o país. Além disso, ele acredita que o bloco trouxe desemprego e miséria para a Europa. Quanto ao livre trânsito de pessoas, ele acha que traz instabilidade e insegurança, já que o país não pode decidir quem entra e quem sai das suas fronteiras.

O direito de votar no referendo é limitado aos cidadãos britânicos e de países da Commonwealth (ex e atuais membros do Reino Unido, como Australia e Canadá), portanto imigrantes europeus e internacionais não podem votar. Mesmo assim, o resultado do referendo terá grande impacto nas políticas de imigração do UK.

Por exemplo, se o país deixar o bloco ele terá a possibilidade de controlar a entrada e saída de imigrantes europeus que, segundo a lei atual, podem receber benefícios financeiros do governo britânico, o que pesa muito nas contas do país. Com o maior controle desse tipo de imigração, acredita-se que as restritas políticas de vistos para imigrantes não-europeus devem se tornar mais flexíveis.

Vamos ficar de olho no dia 23 de junho!

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Os últimos 6 meses: o tão desejado Tier 2, testando o NHS e os próximos 6 meses

Oi pessoal, Andréa falando de Manchester, UK. Vocês devem ter percebido a mudança do nosso layout recentemente, mostrando um pouco do que mudou na nossa vida.

Primeiramente, nos formamos! YAY! Carol e eu nos graduamos em junho de 2015. Eu infelizmente não pude ir à minha cerimônia de graduação já que estava em São Paulo fazendo um estágio de verão na Heinz. Nesse estágio eu ganhei um prêmio por ter desenvolvido o melhor projeto dentre os outros interns e isso acabou me abrindo muitas portas por aqui. Engraçado que, no final das contas, o caminho pra eu conseguir o visto no UK passava por voltar para o Brasil temporariamente.

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Passados esses 2 meses em São Paulo, eu voltei para Londres e continuei meu job hunting. Já fizemos posts sobre os possíveis caminhos depois da graduação para um imigrante internacional no UK (posts sobre os vistos Tier 1, Tier 5 e Tier 2) e eu preferi seguir procurando um emprego que entrasse nas exigências do Tier 5. A minha tática foi não mencionar a necessidade do visto até o momento da entrevista para que eu tivesse pelo menos uma chance de mostrar quem eu era antes de ser descartada por causa do visto.

Apliquei para dezenas de empregos e acabei fazendo duas entrevistas: uma em uma grande gravadora – seguindo minha paixão por música – para uma posição na minha área de Relações Públicas e outra em uma empresa de produtos de higiene pessoal – seguindo minha experiência em Fast Moving Consumer Goods adquirida na Heinz – com base em Manchester. A gravadora me ofereceu a posição mas ficou um pouco intimidada com a burocracia do Tier 5 e no final não deu certo. Felizmente, a empresa de Manchester também me ofereceu uma posição mas com mais disposição para passar pelo processo do Tier 5. No fim das contas, eles acabaram achando mais simples me dar um Tier 2 logo pois assim eles teriam mais controle sobre o visto.

E aqui estou! Hoje moro em Manchester e trabalho no departamento de Sales dessa empresa. A cidade é ótima e com custo de vida muito mais baixo do que Londres, o que significa que eu finalmente consegui morar sozinha e ter uma vida um pouco mais confortável do que a vida de estudante em Londres contando os trocados.

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Fonte: Atom6.co.uk. Poisé, não tenho nenhuma foto decente de Manchester mas juro que faço um post sobre!

Isso tudo aconteceu em outubro do ano passado e desde então tive a grande honra (not) de testar o grande sistema de saúde britânico, o NHS. Vou fazer um post mais detalhado sobre essa experiência em breve, mas basicamente eu tive um problema no pulmão e passei um pouco de raiva com o NHS!

Enfim, esse post era só pra dar uma atualizada sobre a nossa vida. Eu espero voltar com mais postagens nas próximas semanas. Acho importante compartilhar essa parte da nossa jornada como profissionais também porque acredito que são poucos estudantes internacionais que conseguem passar do Tier 4 pro Tier 2.

Queria também agradecer os e-mails que as pessoas têm mandado com perguntas ou mensagens bacanas. A gente sempre responde, seja aqui nos comentários ou por e-mail ou na nossa página no Facebook (que aliás está com mais de 1.000 seguidores!). Prometo não me ausentar mais!

See ya!

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O que significa Blue Monday?

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Fonte: Metro.co.uk

Blue Monday, também conhecido como o dia mais triste do ano (tipicamente a terceira segunda-feira do mês de janeiro), se tornou uma lenda espalhada mundo afora, principalmente aqui no Reino Unido.

Essa data nada mais é do que uma jogada de marketing, parte de uma campanha da empresa de viagens Sky Travel que, em 2005, alegou ter calculado a data usando uma equação. A idéia é ridicularizada por cientistas como uma data ‘nonsense’.

Isso foi publicado em um comunicado de imprensa sob o nome de Cliff Arnall, na época, professor na Universidade de Cardiff. Mas Ben Goldacre (colunista do jornal inglês The Guardian) informou que o comunicado de imprensa foi entregue pela agência de relações públicas Porter Novelli para os acadêmicos e que a agência ofereceu dinheiro para que eles colocassem seus nomes. O jornal The Guardian depois publicou um comunicado da Universidade de Cardiff distanciando-se de Arnall: “a Universidade de Cardiff pediu-nos para salientar que Cliff Arnall (…) era um ex-tutor durante meio período na universidade, mas saiu em fevereiro.”

Variações da história têm sido repetidamente reutilizadas por outras empresas em comunicados de imprensa, como em 2014, que ‘Blue Monday’ foi usado por empresas de água mineral e bebidas alcoólicas. Algumas versões da história pretendem analisar as tendências em mensagens de mídia social para calcular a data.

Arnall disse que a data foi ‘descoberta’ para ajudar uma empresa de viagens “ a analisar quando as pessoas reservavam férias e as tendências de férias” e usou muitos fatores, incluindo: condições climáticas, o nível de dívidas (a diferença entre a dívida acumulada e da nossa capacidade de pagamento), o tempo desde o Natal, tempo de falha nas resoluções do nosso ano novo, baixos níveis de motivação e sentimento de uma necessidade de tomar medidas.

Ben Goldacre observou que as equações “falham mesmo até no sentido matemático em seus próprios termos”, salientando que, sob a equação original de Arnall, fazer as malas para dez horas ou para 40 sempre serão boas férias e que “você pode ter um fim de semana maravilhoso ficando em casa e cortar seu tempo de viagem a zero”. Dean Burnett, um neurocientista que já trabalhou no departamento de psicologia da Universidade de Cardiff, descreveu o trabalho como “uma farsa”, com “medidas absurdas”.

Arnall também diz, em um comunicado de imprensa de uma empresa de sorvete, que ele calculou o dia mais feliz do ano em 2005, 24 de junho, em 2006, 23 de junho, em 2008, 20 junho, em 2009, 19 de junho, e em 2010, 18 de Junho. Até agora, esta data tem caído perto de meio do verão no Hemisfério Norte (21 de junho a 24).

Fonte: en.wikipedia.org

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