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O sistema de saúde britânico – o NHS e minha experiência

Vocês já devem ter me ouvido falar muito do NHS – o National Health System – em outros posts aqui no blog, mas no início desse ano eu tive a infeliz oportunidade de testá-lo na pele. Resolvi então fazer de uma experiência chata uma chance de passar pra vocês como funciona o famoso sistema de saúde britânico. Portanto, vou fazer dois posts: esse com um pouco de contexto sobre o NHS e o próximo com o meu relato pessoal.

O NHS até poucos anos era motivo de orgulho pro UK por ser um sistema gratuito de saúde eficiente e que atende as necessidades da população. De uns anos pra cá, porém, o sistema tem dado muita dor de cabeça pros britânicos devido a falta de enfermeiros e médicos no país e também a quantidade de imigrantes europeus que vêm ao UK só pra fazer uso dos hospitais do NHS. Pra nós imigrantes não-europeus, o sistema já não é mais gratuito desde 2015, quando foi implementada uma taxa de £200 por ano que é paga no momento em que se tira o visto.

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O NHS chegou a ganhar destaque na cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de Londres, em 2012.

Explicando como funciona o NHS:

Para fazer uso do NHS você precisa primeiro se registrar com um General Practicioner (GP) que é um clínico geral que vai cuidar de você no primeiro momento. Você só pode se registrar com GPs na sua área, o que as vezes é chato porque alguma áreas só tem clínicas péssimas. Caso você tenha algum problema de saúde, o GP vai ser a porta de entrada para o NHS e ele será responsável por te encaminhar para um médico especialista ou para fazer exames, se necessário, e te prescrever qualquer medicamento.

E se eu precisar de medicamento, é de graça?

As prescrições no UK são pagas e a taxa de 2016 é de £8.40 por medicamento, sofrendo reajustes todo ano. Algumas pessoas, porém, são isentas de pagar essa taxa. A isenção se aplica para pessoas com problemas crônicos de saúde, diabéticos, pessoas com problemas de coração, idosos, gestantes e pessoas com deficiência. Caso você esteja internado, também não é necessário pagar pela medicação que receber.

E se eu precisar de um especialista?

No Brasil, se você tem plano de saúde e quer ver um endocrinologista, é só pegar o telefone e marcar, não é mesmo? Aqui não é tão simples assim. Pra conseguir uma consulta com um especialista é preciso ter um encaminhamento do GP. Como os recursos do NHS são escassos, o GP faz de tudo pra resolver seu problema sem te encaminhar e, se essa for a única opção, o tempo de espera pode ser de meses! A mesma coisa vale pra exames, só se consegue em casos de extrema necessidade e sempre tem uma lista de espera.

E se for uma emergência?

Falei ali em cima que o GP é a porta de entrada para o NHS, não é mesmo? Acontece que de uns anos pra cá, as pessoas descobriram a porta dos fundos do NHS e tem a usado cada vez mais: a emergência dos hospitais. Usando esse caminho, você pula toda a burocracia do GP e, por causa disso, as pessoas têm usado a emergência dos hospitais para coisas simples como gripe, dor de cabeça, etc, tudo pra não ter que esperar a consulta com o GP ou por acharem que é algo mais sério e o GP não quis encaminhar pro especialista. O problema disso é que as emergências dos hospitais britânicos são lotadas e o atendimento a quem realmente precisa de assistência rápida acaba sendo bem mais lento.

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O que tá pegando no UK: EU Referendum

Na edição de hoje do “O que está pegando no UK” vamos falar sobre o referendo nacional que irá decidir se o Reino Unido deve permanecer como membro da União Europeia, que acontecerá no próximo dia 23 de junho.

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Bandeiras da Grã-Betanha e da União Europeia. Fonte: BBC.co.uk

A União Europeia é um bloco político-econômico que hoje possui 28 países membros. O bloco coloca todos os seus membros sob o mesmo regimento de leis, facilitando assim o comércio entre os países. Além disso, as fronteiras desses países são abertas dentre os seus membros, ou seja, os cidadãos de países pertencentes ao bloco possuem o direito de visitar, viver e trabalhar em qualquer um dos seus membros. Finalmente, em 2002 foi aprovada a moeda única, o Euro, que se tornou a moeda oficial da UE, ainda que não adotada por alguns de seus países como a Suécia, a Polônia e o próprio Reino Unido.

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Mapa dos países membros da UE. Em azul mais escuros, os países que não usam o Euro. Fonte: European Central Bank

O Reino Unido entrou no bloco em 1973, antes mesmo de ele se tornar a União Europeia que conhecemos hoje. Porém, recentemente iniciaram-se discussões no parlamento inglês sobre os benefícios e malefícios de ser um país membro. Mas quem é favor e quem é contra a permanência do UK na UE?

A favor (UK deve permanecer na EU):

Barack Obama (presidente dos Estados Unidos), Angela Merkel (líder da UE e chanceler da Alemanha), Jeremy Corbin (líder do partido trabalhista, Labour Party), George Osbourne (Ministro das Finanças), David Cameron (primeiro-ministro do Reino Unido).

Contra (UK deve deixar a EU):

Michael Gove (Secretário de Justiça do Reino Unido), Nigel Farage (líder do UKIP, partido de direita britânico), Boris Johnson (ex-prefeito de Londres), Chris Grayling (líder de uma das casas do parlamento, a House of Commons).

Vamos então entender os argumentos dos dois lados?

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Campanha para o Reino Unido permanecer na UE. Fonte: Strongerin.co.uk

A favor da permanência: O primeiro-ministro David Cameron tem tentado flexibilizar as condições da permanência do UK no bloco, fazendo assim com que o país só fique com os benefícios. Ele argumenta que existem muitas incertezas sobre a situação do país na Europa se ele deixar o bloco, portanto é mais fácil tentar relaxar as leis que não servem ao país do que deixar de ser membro. Outro argumento é o de que o Reino Unido é um país pequeno, com apenas 63 milhões de habitantes, portante ele tem mais força se pertencer ao bloco.

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Campanha para que o UK deixe a UE. Fonte: Leave.eu

Contra a permanência: O Secretário de Justiça do Reino Unido, Michael Gove, acredita que permanecer no bloco é não ter a liberdade de decidir as leis que regem o país. Além disso, ele acredita que o bloco trouxe desemprego e miséria para a Europa. Quanto ao livre trânsito de pessoas, ele acha que traz instabilidade e insegurança, já que o país não pode decidir quem entra e quem sai das suas fronteiras.

O direito de votar no referendo é limitado aos cidadãos britânicos e de países da Commonwealth (ex e atuais membros do Reino Unido, como Australia e Canadá), portanto imigrantes europeus e internacionais não podem votar. Mesmo assim, o resultado do referendo terá grande impacto nas políticas de imigração do UK.

Por exemplo, se o país deixar o bloco ele terá a possibilidade de controlar a entrada e saída de imigrantes europeus que, segundo a lei atual, podem receber benefícios financeiros do governo britânico, o que pesa muito nas contas do país. Com o maior controle desse tipo de imigração, acredita-se que as restritas políticas de vistos para imigrantes não-europeus devem se tornar mais flexíveis.

Vamos ficar de olho no dia 23 de junho!

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Os últimos 6 meses: o tão desejado Tier 2, testando o NHS e os próximos 6 meses

Oi pessoal, Andréa falando de Manchester, UK. Vocês devem ter percebido a mudança do nosso layout recentemente, mostrando um pouco do que mudou na nossa vida.

Primeiramente, nos formamos! YAY! Carol e eu nos graduamos em junho de 2015. Eu infelizmente não pude ir à minha cerimônia de graduação já que estava em São Paulo fazendo um estágio de verão na Heinz. Nesse estágio eu ganhei um prêmio por ter desenvolvido o melhor projeto dentre os outros interns e isso acabou me abrindo muitas portas por aqui. Engraçado que, no final das contas, o caminho pra eu conseguir o visto no UK passava por voltar para o Brasil temporariamente.

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Passados esses 2 meses em São Paulo, eu voltei para Londres e continuei meu job hunting. Já fizemos posts sobre os possíveis caminhos depois da graduação para um imigrante internacional no UK (posts sobre os vistos Tier 1, Tier 5 e Tier 2) e eu preferi seguir procurando um emprego que entrasse nas exigências do Tier 5. A minha tática foi não mencionar a necessidade do visto até o momento da entrevista para que eu tivesse pelo menos uma chance de mostrar quem eu era antes de ser descartada por causa do visto.

Apliquei para dezenas de empregos e acabei fazendo duas entrevistas: uma em uma grande gravadora – seguindo minha paixão por música – para uma posição na minha área de Relações Públicas e outra em uma empresa de produtos de higiene pessoal – seguindo minha experiência em Fast Moving Consumer Goods adquirida na Heinz – com base em Manchester. A gravadora me ofereceu a posição mas ficou um pouco intimidada com a burocracia do Tier 5 e no final não deu certo. Felizmente, a empresa de Manchester também me ofereceu uma posição mas com mais disposição para passar pelo processo do Tier 5. No fim das contas, eles acabaram achando mais simples me dar um Tier 2 logo pois assim eles teriam mais controle sobre o visto.

E aqui estou! Hoje moro em Manchester e trabalho no departamento de Sales dessa empresa. A cidade é ótima e com custo de vida muito mais baixo do que Londres, o que significa que eu finalmente consegui morar sozinha e ter uma vida um pouco mais confortável do que a vida de estudante em Londres contando os trocados.

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Fonte: Atom6.co.uk. Poisé, não tenho nenhuma foto decente de Manchester mas juro que faço um post sobre!

Isso tudo aconteceu em outubro do ano passado e desde então tive a grande honra (not) de testar o grande sistema de saúde britânico, o NHS. Vou fazer um post mais detalhado sobre essa experiência em breve, mas basicamente eu tive um problema no pulmão e passei um pouco de raiva com o NHS!

Enfim, esse post era só pra dar uma atualizada sobre a nossa vida. Eu espero voltar com mais postagens nas próximas semanas. Acho importante compartilhar essa parte da nossa jornada como profissionais também porque acredito que são poucos estudantes internacionais que conseguem passar do Tier 4 pro Tier 2.

Queria também agradecer os e-mails que as pessoas têm mandado com perguntas ou mensagens bacanas. A gente sempre responde, seja aqui nos comentários ou por e-mail ou na nossa página no Facebook (que aliás está com mais de 1.000 seguidores!). Prometo não me ausentar mais!

See ya!

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O que significa Blue Monday?

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Fonte: Metro.co.uk

Blue Monday, também conhecido como o dia mais triste do ano (tipicamente a terceira segunda-feira do mês de janeiro), se tornou uma lenda espalhada mundo afora, principalmente aqui no Reino Unido.

Essa data nada mais é do que uma jogada de marketing, parte de uma campanha da empresa de viagens Sky Travel que, em 2005, alegou ter calculado a data usando uma equação. A idéia é ridicularizada por cientistas como uma data ‘nonsense’.

Isso foi publicado em um comunicado de imprensa sob o nome de Cliff Arnall, na época, professor na Universidade de Cardiff. Mas Ben Goldacre (colunista do jornal inglês The Guardian) informou que o comunicado de imprensa foi entregue pela agência de relações públicas Porter Novelli para os acadêmicos e que a agência ofereceu dinheiro para que eles colocassem seus nomes. O jornal The Guardian depois publicou um comunicado da Universidade de Cardiff distanciando-se de Arnall: “a Universidade de Cardiff pediu-nos para salientar que Cliff Arnall (…) era um ex-tutor durante meio período na universidade, mas saiu em fevereiro.”

Variações da história têm sido repetidamente reutilizadas por outras empresas em comunicados de imprensa, como em 2014, que ‘Blue Monday’ foi usado por empresas de água mineral e bebidas alcoólicas. Algumas versões da história pretendem analisar as tendências em mensagens de mídia social para calcular a data.

Arnall disse que a data foi ‘descoberta’ para ajudar uma empresa de viagens “ a analisar quando as pessoas reservavam férias e as tendências de férias” e usou muitos fatores, incluindo: condições climáticas, o nível de dívidas (a diferença entre a dívida acumulada e da nossa capacidade de pagamento), o tempo desde o Natal, tempo de falha nas resoluções do nosso ano novo, baixos níveis de motivação e sentimento de uma necessidade de tomar medidas.

Ben Goldacre observou que as equações “falham mesmo até no sentido matemático em seus próprios termos”, salientando que, sob a equação original de Arnall, fazer as malas para dez horas ou para 40 sempre serão boas férias e que “você pode ter um fim de semana maravilhoso ficando em casa e cortar seu tempo de viagem a zero”. Dean Burnett, um neurocientista que já trabalhou no departamento de psicologia da Universidade de Cardiff, descreveu o trabalho como “uma farsa”, com “medidas absurdas”.

Arnall também diz, em um comunicado de imprensa de uma empresa de sorvete, que ele calculou o dia mais feliz do ano em 2005, 24 de junho, em 2006, 23 de junho, em 2008, 20 junho, em 2009, 19 de junho, e em 2010, 18 de Junho. Até agora, esta data tem caído perto de meio do verão no Hemisfério Norte (21 de junho a 24).

Fonte: en.wikipedia.org

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Atenção: mudanças importantes nas regras de imigração britânica

O governo britânico anunciou ontem mudanças importantes nas leis de imigração que afetam os estudantes internacionais que estão no país sob o visto Tier 4. O anúncio faz parte de uma série de alterações nas políticas de imigração que vêm sendo feitas desde abril desse ano.

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Vamos então às principais mudanças:

Tier 4 Student Visa

As mudanças nessa categoria afetam principalmente os estudantes que desejam fazer college, o ensino médio britânico, no UK. Para os universitários, porém, a notícia é boa.

1. Estudantes universitários poderão fazer um novo curso do mesmo nível (graduação, pós-graduação, etc) desde que ele seja relacionado ao curso anterior ou que a universidade ateste que ele faz parte do plano de carreira do estudante. Essa mudança vale para vistos obtidos a partir de agosto.

2. Estudantes que forem para o UK pra fazer college não poderão mais trabalhar a partir de agosto.

3. Estudantes de college não poderão extender seus vistos Tier 4 a não ser que ele esteja indo para a universidade parceira do college. Se ele quiser estudar em outra universidade, ele deverá aplicar para um novo visto fora do UK (para vistos obtidos a partir de agosto).

4. Os estudantes de college também não poderão mudar seus vistos Tier 4 para Tier 2 ou 5. Eles deverão sair do país e aplicar para um novo visto, a partir de novembro.

5. Vistos cedidos a estudantes de college terão limite máximo de 2 anos, e não mais 3, a partir de novembro.

6. Os dependentes de estudantes que estão com Tier 4 não poderão mais ter empregos de baixa qualificação (faxineiro(a), garçom/garçonete, etc). Essa mudança passa a vigorar no outono britânico.

Fonte: Gov.uk

Tier 2 Work Visa

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1. O salário mínimo base para empregos que garantem o Tier 2 passa de £20,500 para £20,800. Os salários de categorias específicas também subiram.

2. Além de aceitar ser sponsor de um imigrante, o empregador deverá agora aplicar para o Restricted Certificate of Sponsorship e aguardar alocação mensal de vistos Tier 2. Em julho, foram cerca de 2000 slots e 1900 em agosto.

3. O período de espera para o requerimento de um novo visto Tier 2 está mais flexível. Os atuais 12 meses podem ser quebrados caso o empregador queira oferecer vistos Tier 2 para projetos com menos de 3 meses.

Residência Permanente
A regra atual de permanência de 5 anos com o Tier 2 para obtenção de residência permanente ganhou mais um requerimento: o trabalhador deverá estar ganhando mais de £35,000 por ano.

Taxa de uso do NHS (sistema de saúde britânico):
Se antes o sistema de saúde britânico era gratuito, agora imigrantes internacionais que obtiverem período de estadia maior do que 6 meses no UK deverão pagar uma taxa anual de £200. As excessões valem para trabalhadores transferidos dentro da companhia para um escritório britânico e para residentes permanentes. Para quem vai ficar menos de 6 meses no UK, será cobrada uma taxa de 150% por tratamento obtido.

Fonte e mais infos: Workpermit.com

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Cadê meu canudo?!

Estudante de último ano por aqui sonha só com duas coisas: o dia de colocar a dissertação na gavetinha de entregar trabalhos da universidade e a cerimônia de graduação. A nossa cerimônima não é tão pomposa como no Brasil – que dura 4 dias inclusive com baile de gala e culto ecumênico – mas não deixa de ser especial. No post de hoje, vamos contar para vocês sobre a Graduation Ceremony da nossa universidade.

O Vice Chancellor da universidade arrasando no chapéu. Foto: westminster.ac.uk

O Vice Chancellor da universidade arrasando no chapéu. Foto: westminster.ac.uk

Entregada a dissertação no dia 30 de april, chega a hora de (tomar um porre, afogar os demônios, chorar, sumir, se internar num spa, etc) aguardar ansiosamente as notas finais. Aqui na Westminster, elas serão publicadas no dia 11 de junho. Então, finalmente saberemos nossa média final e se formaremos com honras ou distinção. Cerca de um mês depois, ocorre a Graduation Ceremony.

As cerimônias da Westminster sempre ocorrem no Royal Festival Hall, às margens do rio Tâmisa, em Londres. Foto: westminster.ac.uk

As cerimônias da Westminster sempre ocorrem no Royal Festival Hall, às margens do rio Tâmisa, em Londres. Foto: westminster.ac.uk

Essa cerimônia se parece muito com a colação de grau do Brasil. Os alunos vestem as suas becas, chamam a família e são oficialmente condecorados como bacharéis. Cada departamento tem o seu dia. Eu e a Carol, estudantes de Relações Públicas, nos formaremos – se Deus quiser – no dia 13 de julho com os cursos de Jornalismo, Design, Radio e TV, Cinema, Música e Fotografia.

Os alunos são chamados pelo nome para cumprimentar o Vice Chancellor (uma espécie de Vice-Reitor) da universidade e pegar o seu canudo (vazio por enquanto, o diploma em si só chega uns 2 meses depois). Os formandos com honras ou distinção são chamados por último, separadamente.

A beca britânica. A cor depende do curso, essa é a que eu e Carol vamos usar no dia. Foto: westminster.ac.uk

A beca britânica. A cor depende do curso, essa é a que eu e Carol vamos usar no dia. Foto: westminster.ac.uk

Depois da cerimônia, os alunos se juntam as suas famílias para tirar fotos para o álbum de formatura e comemorar com champagne. Aqui na Inglaterra, não existe o culto ecumênico ou o baile de formatura (infelizmente), mas a gente tem uma coisa que o Brasil não tem: o famoso yearbook. Sim, aquele com as fotos engraçadas e depoimentos da turma.

Muita água ainda vai correr nesse “corgo”, como dizemos em Goiás, até o dia da nossa formatura, mas vejam nesse vídeo abaixo um trechinho de uma cerimônia de 2010:

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Comunidades estrangeiras em Londres

Londres tem comunidades (bairros) de quase todos os países do mundo – para citar alguns: Franceses em South Kensington, Poloneses em Hammersmith, Brasileiros em Willesden Junction, Portugueses em Stockwell, quem vem de Bangladesh normalmente mora em Tower Hamlets, Indianos em Southall, Caribenhos em Brixton, Turcos em Stoke Newington/Dalston e Green Lane e claro os Chineses, na China Town. Generalizando claro.

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By Community Channel

Mas a comida nos restaurantes da cidade tem muita influência de outros  países e uma mistura incrivel de nacionalidades – veja aqui alguns exemplos: Chinatown e Soho Ao sul do fervor do Soho e ao Norte da Leicester Square, a Chinatown é uma area repleta de restaurantes Chineses e lojas de comidas servindo a grande população chinesa e os turistas que ali passam. Há uma variedade de restaurantes que oferecem as especialidades do pais, a maioria com preços razoáveis. Depois do jantar, atravesse a Shaftesbury Avenue em direção ao Soho para curtir a noite nos bares, alguns abertos até o dia seguinte pela manhã.

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By Wikipedia

Brick Lane and Shoreditch/Hoxton

Brick Lane – or ‘Banglatown’ – é o coracao da comunidade de Bangladesh em Londres. É ali que ficam localizados os “curry”, restaurantes que servem comida de Bangladesh ou da India. Seus funcionarios ficam em frente mostrando os cardápios e oferecendo sua melhor oferta, dispostos a conquistar clientes que passam pela rua. Decida com calma, já que há muitas opções. Você sabia que nem todas as receitas com curry são apimentadas? Mas, cuidado, algumas sao extremamente fortes!

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By Telegraph

Os Ingleses adotaram o curry como um de seus pratos preferidos – normalmente degustados com algumas cervejas. Depois do jantar caminhe por Shoreditch e Hoxton onde há bares e festas para agradar a todos os gostos. Shoreditch/Hoxton é conhecida por ser o local escolhido por artistas e criativos, que em sua maioria mudaram para os arredores de Stoke Newington. Esta area agora é conhecida pelas grande quantidade de empresas de tecnologia e agências de propaganda, mídia digital e designers. É a divisa com o centro financeiro de Londres atraindo muita gente durante a semana também. Outra opção aos finais de semana, é o Spitalfields Market, um mercado onde você encontra antiguidades, comidas, roupas, decoração, ou o Columbia Road Flower Market ambos nesta área.

Dalston/Stoke Newington

Esta área é muito conhecida pelos ótimos restaurantes de comida Turca e mais recentemente por ser uma área com agitada vida noturna, já que as opções em Hoxton and Shoreditch se espalharam para o leste da cidade. A fumaça ainda ferve na grelha e a comida é tão boa quanto 20 anos atrás. Há muita variedade de preços entre os restaurantes e muitos permitem que você traga a sua própria bebida, são os restaurantes (BYO – Bring Your Own ou traga a sua própria). As especialidades são sempre carne assada – carneiro ou frango – e um pão delicioso. A vida noturna local tem orgulho em mostrar seu lado alternativo e de vanguarda. Alguns reclamam que os preços aumentaram mas a área ainda é valorizada por manter um espírito jovem – lugares como o Dalston Superstore, mistura de bar, restaurante e balada – ainda são famosos e o bairro tem bares e clubes em todos os lugares.

blog foto

By Time Out

Se você está planejando mudar e vir morar em Londres, a rede social Room in the Moon e uma boa opcao porque lhe conecta com pessoas que estao mudando para uma mesma cidade ou país e você pode ainda fazer amigos e achar um local para morar mesmo antes de sair de casa.       Fonte: Room in the Moon

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