Arquivo da tag: universidade

A busca por uma bolsa de estudo: por onde começar?

A grande maioria dos e-mails que eu recebo de leitores do Londres para Estudantes são dúvidas sobre onde encontrar uma bolsa de estudo que se encaixe no perfil do estudante. Vocês já devem imaginar que encontrar uma pessoa que banque milhares de libras dos seus estudos não é tarefa fácil mas, no post de hoje, vamos dar algumas dicas sobre como iniciar essa busca.

*Essa matéria foi tirada da nossa coluna semanal do Brazilian News e pode ser acessada também aqui.

Foto: Brazilian News

Comece pela sua universidade

Se você já tem um lugar aceito em uma universidade britânica ou já tem uma lista das suas preferidas, você já tem um ponto de partida. Toda universidade tem um setor de bolsas de estudos e aí que deve começar a sua procura. Raramente são ofertadas bolsas para brasileiros, especificamente, mas a maioria possui um programa de bolsas para alunos internacionais. O problema aí é que como elas são válidas para alunos de todas as partes do mundo, a concorrência é acirrada. Se você tem passaporte europeu, as chances melhoram bastante e pode ser que você consiga bolsas que custeiem parte da sua tuition fee.

 

Se formou no Brasil? Pode ser que sua universidade brasileira te dê uma mãozinha

Muitas universidades brasileiras possuem programas de bolsas de estudos no exterior para alunos e formandos. Verifique com o escritório internacional da sua universidade – as maiores costumam ter – se eles oferecem algum tipo de auxílio financeiro. Pode ser que eles exijam a sua volta para o Brasil depois do curso, portanto, se o seu sonho é ficar no Reino Unido por mais tempo, continue lendo abaixo.

 

Procure por programas de empresas privadas

Algumas empresas privadas possuem programas que fomentam a formação de jovens no exterior. Entre no Google e pesquise quais são esses programas e os requerimentos. Um exemplo é o Santander Universidades, que possui programas de bolsas para vários países em diversos níveis de ensino. Para o Reino Unido, o programa atualmente oferece vagas de estágio remunerado em pequenas empresas.

 

Veja o que o governo britânico tem a oferecer

O governo do Reino Unido possui o seu próprio programa de bolsas, o Chevening. As bolsas ofertadas são para cursos de mestrado com um ano de duração e o programa possui parceira com 118 países, incluindo o Brasil. Como é de se esperar, as fases de seleção são muitas mas, o se você for um dos 600 sortudos que ganharão uma bolsa do Chevening este ano, o programa custeará sua tuition fee, passagens de ida e volta para o Brasil, despesas com aluguel e manutenção e até os custos com a aplicação para o visto. Mais informaçōes sobre o programa aqui: http://www.chevening.org

 

Mas não se esqueça do Ciências sem Fronteiras

Apesar da fama do programa, muitas pessoas ainda não se beneficiaram o quanto podiam dessa iniciativa do programa brasileiro. O governo oferece bolsas de doutorado pleno, doutorado sanduíche e graduação sanduíche para estudantes brasileiros. Se você não está mais vinculado a uma universidade brasileira, a sua melhor opção é o doutorado pleno. Fique atento às chamadas no site e você pode fazer um doutorado em uma universidade britânica sem gastar um penny. Para ver as chamadas e mais informaçōes, entre no site: http://sciencewithoutborders.international.ac.uk/

 

Você sabe o que é a CAPES?

Outra ótima iniciativa do governo brasileiro que é muitas vezes esquecida é a CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. O nome pode parecer grande e complicado mas, basicamente, entre outras coisas, a CAPES oferece bolsas de estudo para alunos brasileiros irem para o exterior fazer doutorado (pleno e sanduíche), estágio pós-doutoral, entre outros níveis de educação (infelizmente, não são ofertados auxílios para graduação). O órgão lança chamadas para as bolsas durante todo o ano e, para o doutorado pleno, por exemplo, elas costumam oferecer mais de £2.000 mensais. Para saber mais sobre a CAPES, esse é o site: http://www.capes.gov.br

 

E a Fundação Estudar?

A Fundação Estudar existe desde 1991 graças aos 3 dos mais importantes empreendedores do mundo, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Ela é uma organização sem fins lucrativos que visa potencializar jovens talentos para que possam agir grande e transformar o Brasil. São oferecidas bolsas de estudos para graduação, mestrado, doutorado e pós graduação no exterior. Para participar, o aluno deve ter entre 18 e 34 anos e estar matriculado ou em processo de aceitação em uma instituição de ensino brasileira ou estrangeira.

O processo é concorrido e possui oito fases, entre elas uma dinâmica de grupo, testes, apresentação de um vídeo e uma entrevista. Mais sobre a Fundação Estudar aqui: http://www.estudar.org.br/

Esses são apenas alguns passos de uma longa procura pela bolsa de estudo que atenda às suas necessidades. Porém, pesquisar nunca é demais. Boa sorte!

3 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Open University explicada

Há alguns dias recebi um comentário aqui no blog da leitora Renata perguntando sobre universidades gratuitas no Reino Unido. Seria bom demais para ser verdade se tivéssemos a opção de estudar no UK sem pagar nada, mas existe sim uma universidade que se aproxima dessa proposta: a Open University.

Por isso, neste post, vamos esmiuçar todas as dúvidas sobre a Open University e mostrar para vocês o que essa universidade pode oferecer para estudantes brasileiros.

Foto: Wikipedia Commons

Foto: Wikipedia Commons

O que é a Open University?

A OU é a maior universidade britânica, em número de alunos, e a única dedicada a cursos a distância no país. Ela foi fundada em 1969 e possui cursos de graduação, pós-graduação e técnicos. Desde sua origem, mais de 3 milhōes de alunos já estudaram em seus cursos. A OU possui escritórios centrais e regionais, mas não possui salas de aula.

Mas, então, como funciona a OU?

Os alunos da OU utilizam recursos online e materiais didáticos para completarem seus cursos. Todas as atividades e trabalhos são submetidos pela internet e os materiais dos quais o estudante precisará para o curso são enviados por e-mail ou correio. Entre eles estão livros, CDs e DVDs, além de fóruns de discussão online e a Open2, uma rede de TV educacional realizada em parceria com a BBC2.

Brasileiros podem estudar na OU?

Sim. Existem duas portas de entradas na OU para brasileiros: cursos à distância e cursos na área de pesquisa.

Como funcionam os cursos à distância da OU?

A OU oferece vagas para brasileiros em cursos de bacharelado, pós-graduação, mestrado e MBA à distância. Para se ter uma noção de como funcionam esses cursos, vamos analisar o Bacharelado em Ciências Naturais e o Mestrado em Matemática. Você pode ver a lista completa de cursos disponíveis na OU para brasileiros aqui.

No Bacharelado em Ciências Naturais, o aluno precisa passar por três estágios antes de conseguir o diploma. O estudante terá entre 4 e 16 anos para terminar o curso, mas terá que passar pelas matérias da grade antes de progredir de um estágio para o outro. Essa é uma característica comum dos cursos da OU, já que a universidade é famosa pela sua flexibilidade.

O tempo de estudo é determinado de acordo com a quantidade de créditos que você pegar. No nosso exemplo, a OU recomenda:

Se você pegar 30 créditos por ano: cerca de 8 a 9 horas por semana.
Se você pegar 60 créditos por ano: cerca de 16 a 18 horas por semana.
Se você pegar 120 créditos por ano: cerca de 32 a 36 horas por semana. (equivalente a um curso full-time)

Ou seja, tudo depende do quão rápido você quer terminar seu curso e do tempo que você tem disponível.

No caso do Mestrado em Matemática, o aluno terá que pegar um total de 180 créditos para se formar, em um tempo máximo de 7 anos.

Quanto custam os cursos à distância da OU?

Os preços dos cursos variam, mas chegam a ser a metade do preço de um curso presencial em uma universidade britânica comum.

No nosso exemplo do Bacharelado em Ciências Naturais, o aluno paga £5.124 por ano se pegar 120 créditos. Se pegar 60 créditos, o custo vai para £2.562 (mas obviamente o aluno estudará por mais anos) e, no caso de 30 créditos por ano, a anuidade custa £1.281. Esses valores são de acordo com o ano de 2013/2014.

No caso do Mestrado em Matemática, o valor varia de acordo com a especialização, mas gira em torno de £7.115 por ano.

Quais são os requisitos de entrada para os cursos à distância da OU?

A boa notícia é que alguns cursos da OU, como o BA em Ciências Naturais, não possuem requisitos de entrada! A universidade só pede que o aluno faça o IELTS, exame de proficiência em inglês, com nota mínima de 7.0.

Para o mestrado, a universidade requer que o aluno tenha terminado uma graduação em uma universidade britânica ou equivalente. Por isso, antes de se matricular no mestrado, é bom ter certeza de que seu curso é aceito (um e-mail para o registry office da OU pode solucionar essa dúvida). No caso do Mestrado em Matemática, o curso em que o aluno é graduado deve ser na área de Exatas. Como no bacharelado, o inglês precisa ser afiado, com nota mínima de 6 no IELTS.

E se eu quiser fazer um curso presencial na área de pesquisa na OU?

A única forma de conseguir um visto para estudar no Reino Unido pela OU é fazendo um de seus cursos presenciais na área de pesquisa. Neste caso, a universidade oferece 4 cursos, todos baseados na cidade de Milton Keynes, próximo a Londres:

PhD em Filosofia, com duração de 4 anos (full-time) ou 6 anos (part-time).
Doutorado em Educação, com duração de 3 anos (esta opção só é oferecida no modo part-time).
Mestrado em Filosofia, com duração de 15 meses (full-time) ou 24 meses (part-time)
Mestrado em Pesquisa, com duração de 1 ano (oferecido apenas no modo full-time)

Os requerimentos de entrada variam de acordo com a área de pesquisa. O melhor é contactar a universidade no e-mail: research-degrees-office@open.ac.uk

Quanto custam os cursos presenciais da OU?

Para o modo full-time, os cursos custam £12.800,por ano, para cursos na área de ciências, e £9.900 para as outras áreas.

Se o aluno optar pelo modo part-time, os valores descem para £4.834 e £3.722, respectivamente.

Lembrando que esses valores sofrem ajustes a cada ano e são consideravelmente mais baixos do que em universidades convencionais.

Gostei! Onde procuro mais informações?

A OU possui um site com todas as informações sobre seus cursos, valores, métodos de ensino e formas de contato: http://www.openuniversity.edu. Para dúvidas sobre os cursos na área de pesquisa, mande um e-mail para: research-degrees-office@open.ac.uk.

3 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Capítulo 7: Cheguei, e agora?

O capítulo 7 do guia “Quero Estudar em Londres!” fala sobre  a chegada ao aeroporto, os procedimentos de registro com a polícia e algumas coisas que se deve saber para se viver em Londres com segurança.

O momento da chegada a sua cidade de destino, seja ela Londres ou qualquer outra cidade do Reino Unido, traz consigo muitas surpresas. O processo de adaptação à nova universidade e aos costumes do povo inglês assusta um pouco no início. Muitos estudantes internacionais, porém, conseguem superar esse período e transformar o Reino Unido em sua segunda casa (eu me incluo nesse grupo!). Outros sentem que o abismo entre ingleses e estudantes internacionais persiste durante todos os anos de universidade.

Neste post, vamos contar a história de uma estudante de Cingapura que chegou à Universidade de Oxford e aquele sentimento estranho de “não pertencer”, que normalmente sentimos ao chegar a um lugar novo, pra ela nunca passou. Minha experiência foi bem diferente da dela, mas sempre é interessante mostrar vários lados, certo?

Foto: leedsmetropolitan via Flickr

Foto: leedsmetropolitan via Flickr

O texto na íntegra em inglês tá aqui.

Eu cheguei a Londres em um voo à meia-noite com meus pais e minha irmã. Nós andamos até a imigração e apresentamos nossos passaportes à agente de imigração. Ela nos faz algumas perguntas que poderiam ser feitas em uma tentativa de puxar conversa. Até aí, tudo normal. Ela então pede nossas digitais – a da minha irmã e a minha. Ela não pede as dos meus pais porque eles são turistas, mas ela pede as nossas, porque somos estrangeiras e moraremos aqui.

Um ato de tradução ocorreu quando eu cheguei ao Reino Unido, três anos atrás. Eu virei “international”. Não uma cidadã de Cingapura, não uma pessoa de etnia chinesa (apesar de, às vezes, isso ser tudo que as pessoas veem), nem a presidente do grupo de teatro da minha escola, nem uma garota que está acostumada a se sentir bonita e querida. Eu me tornei parte de um grupo amórfico definido não pelo que somos, mas pelo que não somos. Os estudantes britânicos são “home”; nós éramos o time visitante.

Quando eu fui representante dos calouros para o Colégio de Exeter (parte da Universidade de Oxford), nós falamos sobre os estudantes internacionais que nunca vemos, porque eles estão escondidos em seus quartos ou junto com outros alunos de seus países. Todos que falam sobre isso concordam unanimemente que seja uma pena que “estudantes internacionais não se sintam parte da comunidade acadêmica” – isso sempre é dito sem culpar ninguém. Mas ninguém nunca fala sobre como isso está enraizado no próprio sistema que a universidade e o país usam. Apesar do fato de que Oxford segue a estratégia de “atrair estudantes e professores do mais alto calibre internacional”, nenhum esforço é feito para desfazer a impressão que se tem na chegada – a de que estudantes internacionais não são bem-vindos neste país. Nós pagamos anuidades absurdamente caras que financiam a educação dos “home students” e ao mesmo tempo nos segregam deles. Assim são as contradições da vida de imigrante.

Parece que se tem quase uma premissa de que estudantes internacionais são financiados por beneficiários ricos, sejam eles os pais ou uma bolsa de estudos, e que, por isso, eles podem pagar pelo preço absurdo da anuidade internacional. Eu desafio essa noção: eu mal posso pagar pela anuidade, mas eu pago mesmo assim. Nos últimos dois anos, minha anuidade tem crescido cerca de £1800 dos £18.620 originais. Se eu fosse uma “home student”, um aumento deste tamanho seria recebido com protestos. Mas como uma estudante internacional, eu faço parte do grupo artificial ao qual se tem pouca solidariedade.

O impacto psicológico que essas diferenças aparentemente superficiais geram é profundo. O preço que o estudante internacional paga para vir a Oxford não é medido apenas em libras, mas nos anos que passamos longe dos nossos pais, nos irmãos cuja adolescência nós não vemos, e nos amigos que ficam cada vez mais distantes e estranhos. Como resultado, apesar de recebermos todos a mesma educação, o significado de tudo isso faz com que haja um oceano de diferença entre nós e os “home students”. Nossa vida de antes é sacrificada pelo nosso presente. Quando o nosso visto expirar, nós iremos mais uma vez deixar o lugar e a comunidade que tentamos transformar em nossa casa. É claro que todos os estudantes imigrantes passarão por isso, mas a falta de compreensão e apoio das universidades que alegam “oferecer ambientes que são caracterizados por um sentimento de comunidade” é decepcionante e hipócrita.

A energia que os representantes dos calouros gastam para tornar nossos colégios ambientes receptivos é desperdiçada diante da apatia com os estudantes internacionais. Alguém ainda se pergunta por que os estudantes internacionais escolhem investir nas comunidades de seus países aqui? As contradições implícitas nas nossas anuidades mais altas mandam uma mensagem que é difícil conciliar com a “receptividade” dos nossos colégios: nós queremos que você contribua e adapte-se, mas não que você pertença.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Capítulo 6: Onde vou morar?

Assim como é mostrado no guia “Quero Estudar em Londres!”, existem duas opções de acomodação para estudantes em Londres: residências estudantis ou acomodação privada. No guia, eu dou algumas dicas sobre as vantagens e desvantagens de cada opção.

Neste post, eu vou mostrar pra vocês um vídeo que ilustra bem a vida em residências estudantis (menos as armas e a morte do flatmate no final!) e depois vou contar um pouco da minha experiência, já que morei em ambos os tipos de acomodação.

6 Regras das Residências Estudantis

Residências Estudantis vs. Acomodação privada

No meu primeiro ano aqui em Londres, eu escolhi morar na residência da minha universidade simplesmente pela praticidade de ser dentro do campus e porque eu não queria alugar um quarto estando no Brasil. Meu flat tinha 5 quartos e uma cozinha, cada quarto com seu próprio banheiro.

Meu quarto na residência estudantil da Universidade de Westminster, no campus de Harrow.

Meu quarto na residência estudantil da Universidade de Westminster, no campus de Harrow.

Eu tinha outros 4 flatmates (ou colegas de apartamento), 3 ingleses e 1 irlândes. Essa primeira convivência forçada com meus flatmates foi fundamental no início, pois eu não conhecia ninguém na universidade e eles acabaram se tornando a minha família. É verdade que, pelo fato de eles estarem tão perto de casa, eles não passavam pela mesma dificuldade de adaptação que eu, mas mesmo assim ajudou muito morar com outras pessoas no início.

IMG_1031

O banheiro do meu quarto era minúsculo.

Depois de alguns meses, eu realmente comecei a sentir que residência estudantil não era pra mim. Como não era a primeira vez que eu começava uma faculdade, eu não compartilhava da empolgação dos meus flatmates com as festas de calouros e a bebedeira. O problema do barulho no vídeo ali em cima é real, viu! Também comecei a sentir falta de uma casa com sala de estar e jardim, etc. Assim, no segundo ano, aluguei um quarto numa casa de estudantes.

Melhor coisa do mundo! Eu adoro morar em uma casa, poder trazer quantas pessoas eu quiser (meus amigos do Brasil estão sempre vindo passar uns tempos aqui comigo) e sentir uma atmosfera mais aconchegante. Também dei sorte com meus flatmates (todos britânicos, juro que não foi de propósito), que têm um estilo de vida mais parecido com o meu e se tornaram grandes amigos.

O segredo é saber do que você gosta: se você gosta mais de festa e badalação, acho que seu lugar é a residência estudantil. Se você gosta mais de chegar em casa depois de um dia cheio, sentar no sofá, ligar a TV e tomar um chá, alugue um quarto em uma casa. De qualquer maneira, boa sorte!

6 Comentários

Arquivado em Uncategorized

A maior casa de estudantes do Reino Unido

Morar com outros estudantes é algo pelo que todo mundo que vem pra Londres estudar vai passar. Normalmente, grupos de 4 ou 5 estudantes alugam uma casa onde todos dividem os afazeres de casa e as contas. Agora, imagine só dividir uma casa com 32 estudantes? O jornal britânico Daily Mail visitou a maior casa de estudantes do país, em Plymouth, no sul da Inglaterra.

Veja o vídeo sobre a vida dos estudantes:

Eles estão ali para estudar – mas deve ser difícil quando se vive na maior casa de estudantes do Reino Unido.

A Regent House em Plymouth, Devon, é onde moram 32 estudantes que fazem festas 24 horas por dia em uma casa que é uma combinação de quatro sobrados imensos. Os inquilinos, estudantes da Universidade de Plymouth, gastam em torno de £75 a £100 por semana para viver em uma propriedade perto do campus.

Não é de se admirar que eles contem com três faxineiras que trabalham seis dias por semana para arrumar toda essa bagunça. Fotos tiradas pelos moradores da casa mostram festas sem fim – com pessoas dormindo nos corredores e estudantes bebendo cerveja de uma lata de lixo.

Os 24 meninos e 8 meninas tem 320 horas de aula por semana, em cursos que vão de engenharia civil e administração até enfermagem. Mas esse número é diminuido pelas estimadas 1.300 horas assistindo programas de TV como “Countdown” – e as 900 horas passadas em um dos inúmeros Playstations. A propriedade está cheia de setembro a julho, juntando cerca de £11.520 por mês e £126.000 por ano de aluguel para o dono da casa.

Em uma semana normal, os 32 estudantes usam:
40 rolos de papel higiênico; 20 sacos de lixo; 100 latas de feijão; 20 sacos de macarrão; 500 latas de cervejas; 150 latas de cidra; 50 macarrões instantâneos; 150 entregas de comida.

A cada semana eles gastam juntos:
320 horas em aulas; 311 horas em boates; 1.300 horas assistindo TV; 900 horas jogando Playstation; 224 horas jogando sinuca.

A casa possui:
32 quartos; 22 banheiros; 2 salas de estar; 3 cozinhas; 7 chuveiros (4 deles são duplos); uma banheira; uma mesa de sinuca; um jogo de dardos; 4 máquinas de lavar; 5 geladeiras; 5 freezers; 4 fornos.

Fonte: Daily Mail

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

UCAS ?


Screenshot 2013-11-06 at 16.42.59
E então, você pergunta: Como é o vestibular em Londres? Aqui não existe vestibular. Não?? Então como é o processo seletivo das universidades?

O processo seletivo das universidades aqui funciona através do UCAS  (The Universities and Colleges Admissions Service), o que na prática, significa que você precisa se registrar no site do UCAS e preencher um formulário com todos os seus dados, histórico escolar e uma redação falando sobre você, o tal do Personal Statement.

Nao entendeu? Então corre lá  para o nosso guia que tem tudo explicadinho e boa sorte!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized