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O que tá pegando: Referendo pela independência da Escócia.

A gente sabe que política é um troço chato, mas no Reino Unido é um assunto que anda dividindo muita gente. Acontece que a Escócia, país que faz parte do UK há 307 anos, fará um referendo nesta quinta (18) que perguntará:

“A Escócia deveria ou não ser um país independente?”

Os cidadãos britânicos acima de 16 anos que residam na Escócia votarão pelo sim – separando o país do Reino Unido – ou pelo não – mantendo tudo do jeito que está. As pesquisas feitas recentemente, mostram que a população está praticamente dividida, o que torna o debate ainda mais tenso.

A vontade de se tornar um país independente vem de razões históricas mas foi em 2012 que a separação realmente se tornou uma possibilidade. O Scottish National Party (SNP), partido que sempre defendeu a separação, surpreendeu as expectativas ganhando o maior número de cadeiras no parlamento escocês e colocou o debate em pauta.

O primeiro-ministro escocês e líder do partido, Alex Salmond, argumenta que o pequeno país de 5.3 milhões de habitantes deve se separar por não ter poder de decisão sobre assuntos importantes que o afetam negativamente como gastos excessivos com o sistema de saúde britânico, políticas públicas, impostos e outras questões econômicas. Ele também acredita que como país, a Escócia poderia administrar mais eficientemente suas ricas reservas de gás.

Já os que defendem o “Não” acreditam que a Escócia não tem um plano bom o suficiente para se separar do Reino Unido. Questões como a nova moeda do país, a permanência dele na União Europeia e a nova constituição a ser escrita – o Reino Unido atualmente não possui uma constituição escrita – não foram definidas pelo SNP. Entre os que defendem a permanência do país está, é claro, o parlamento britânico, que já prometeu dar maiores poderes para o parlamento escocês caso o “Não” ganhe.

No mundo, a preocupação está na defesa do território britânico e na possível onda de separações que esse referendo pode acarretar. As armas nucleares mantidas pelo Reino Unido na Escócia seriam removidas. Além disso, territórios como a Catalúnia, na Espanha, a província canadense de Quebec e a ilha francesa de Córsica poderiam se inspirar e também tentar se tornar países independentes.

Mas o que já se sabe sobre a possível independência?

Se o “Sim” prevalecer, o governo escocês começará a tomar medidas para que a separação ocorra até o dia 24 de março de 2016. A Escócia deverá ainda aplicar para se tornar membro da União Europeia como qualquer outro país independente.

Acredita-se, porém, que o país continuará parte da Common Travel Area, zona onde os cidadãos do Reino Unido, Irlanda do Norte, Ilha dos Homens e as Ilhas do Canal podem transitar livremente entre esses territórios. Outra coisa que não mudará será a sua chefe de Estado, a Rainha Elizabeth II.

Por enquanto, o jeito é esperar até quinta-feira e ver como vai se definir o futuro do Reino Unido.

Com informaçōes da BBC.co.uk. Foto: The Guardian.

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Os direitos da mulher brasileira e britânica

Hoje é o dia Internacional da Mulher e aqui no blog vamos falar um pouco do que é ser mulher no Reino Unido e das diferenças da situação feminina no Brasil. Você sabia que o aborto é legal no UK na maioria das situaçōes? Ou que o Brasil possui leis contra a violência doméstica mais avançadas do que no UK?

Fonte: BrigadaVerdeeAmarela.com.br

Fonte: BrigadaVerdeeAmarela.com.br

Todas as informações contidas aqui foram tiradas deste interessantíssimo gráfico interativo do The Guardian.

Violência Doméstica:

No Reino Unido, ainda não existe uma lei específica contra abuso financeiro por um parceiro e nem sexual. Já no Brasil, a violência doméstica é considerada crime em todos os casos, sendo bem mais abrangente do que as leis britânicas.

Constituição:

Existe um grande debate hoje no Reino Unido sobre a implementação de leis a favor da igualdade de gêneros. O proposto é que exista uma porcentagem de mulheres nos cargos mais altos das empresas. A União Européia, da qual o Reino Unido é parte, já espera que todas as companhias dos seus países possuam pelo menos 40% dos membros do quadro executivo sendo mulheres até 2020.

Já no Brasil, a igualdade entre gêneros está na constituição, mas se ela é colocada em prática, já são outros quinhentos.

Assédio Sexual:

O Brasil e o Reino Unido são bem parecidos nesse quesito e ambos ainda não possuem leis que reconheçam as infames “cantadas” em público como crimes. Em todos os outros casos, porém, os dois países condenam o assédio sexual.

Aborto:

Enquanto no Brasil o aborto é legal apenas em casos em que a mãe da criança corre risco de vida ou em casos de estupro, no Reino Unido o aborto é legal na maioria dos casos, desde que provado que o psicológico da mãe será afetado ou que ela não tem condiçōes socioeconômicas de criar a criança.

Trabalho:

Quanto aos direitos da mulher no trabalho, os dois países tratam do assunto da mesma maneira, exceto por uma desvantagem para as mães britânicas: o direito delas ao tempo de amamentação no trabalho não é assegurado por lei.

Deixando as diferenças de lado, hoje é o dia Internacional da mulher, não é mesmo? Então Happy Women’s Day for all of us!

Fonte: The Guardian

Fonte: The Guardian

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