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Capítulo 7: Cheguei, e agora?

O capítulo 7 do guia “Quero Estudar em Londres!” fala sobre  a chegada ao aeroporto, os procedimentos de registro com a polícia e algumas coisas que se deve saber para se viver em Londres com segurança.

O momento da chegada a sua cidade de destino, seja ela Londres ou qualquer outra cidade do Reino Unido, traz consigo muitas surpresas. O processo de adaptação à nova universidade e aos costumes do povo inglês assusta um pouco no início. Muitos estudantes internacionais, porém, conseguem superar esse período e transformar o Reino Unido em sua segunda casa (eu me incluo nesse grupo!). Outros sentem que o abismo entre ingleses e estudantes internacionais persiste durante todos os anos de universidade.

Neste post, vamos contar a história de uma estudante de Cingapura que chegou à Universidade de Oxford e aquele sentimento estranho de “não pertencer”, que normalmente sentimos ao chegar a um lugar novo, pra ela nunca passou. Minha experiência foi bem diferente da dela, mas sempre é interessante mostrar vários lados, certo?

Foto: leedsmetropolitan via Flickr

Foto: leedsmetropolitan via Flickr

O texto na íntegra em inglês tá aqui.

Eu cheguei a Londres em um voo à meia-noite com meus pais e minha irmã. Nós andamos até a imigração e apresentamos nossos passaportes à agente de imigração. Ela nos faz algumas perguntas que poderiam ser feitas em uma tentativa de puxar conversa. Até aí, tudo normal. Ela então pede nossas digitais – a da minha irmã e a minha. Ela não pede as dos meus pais porque eles são turistas, mas ela pede as nossas, porque somos estrangeiras e moraremos aqui.

Um ato de tradução ocorreu quando eu cheguei ao Reino Unido, três anos atrás. Eu virei “international”. Não uma cidadã de Cingapura, não uma pessoa de etnia chinesa (apesar de, às vezes, isso ser tudo que as pessoas veem), nem a presidente do grupo de teatro da minha escola, nem uma garota que está acostumada a se sentir bonita e querida. Eu me tornei parte de um grupo amórfico definido não pelo que somos, mas pelo que não somos. Os estudantes britânicos são “home”; nós éramos o time visitante.

Quando eu fui representante dos calouros para o Colégio de Exeter (parte da Universidade de Oxford), nós falamos sobre os estudantes internacionais que nunca vemos, porque eles estão escondidos em seus quartos ou junto com outros alunos de seus países. Todos que falam sobre isso concordam unanimemente que seja uma pena que “estudantes internacionais não se sintam parte da comunidade acadêmica” – isso sempre é dito sem culpar ninguém. Mas ninguém nunca fala sobre como isso está enraizado no próprio sistema que a universidade e o país usam. Apesar do fato de que Oxford segue a estratégia de “atrair estudantes e professores do mais alto calibre internacional”, nenhum esforço é feito para desfazer a impressão que se tem na chegada – a de que estudantes internacionais não são bem-vindos neste país. Nós pagamos anuidades absurdamente caras que financiam a educação dos “home students” e ao mesmo tempo nos segregam deles. Assim são as contradições da vida de imigrante.

Parece que se tem quase uma premissa de que estudantes internacionais são financiados por beneficiários ricos, sejam eles os pais ou uma bolsa de estudos, e que, por isso, eles podem pagar pelo preço absurdo da anuidade internacional. Eu desafio essa noção: eu mal posso pagar pela anuidade, mas eu pago mesmo assim. Nos últimos dois anos, minha anuidade tem crescido cerca de £1800 dos £18.620 originais. Se eu fosse uma “home student”, um aumento deste tamanho seria recebido com protestos. Mas como uma estudante internacional, eu faço parte do grupo artificial ao qual se tem pouca solidariedade.

O impacto psicológico que essas diferenças aparentemente superficiais geram é profundo. O preço que o estudante internacional paga para vir a Oxford não é medido apenas em libras, mas nos anos que passamos longe dos nossos pais, nos irmãos cuja adolescência nós não vemos, e nos amigos que ficam cada vez mais distantes e estranhos. Como resultado, apesar de recebermos todos a mesma educação, o significado de tudo isso faz com que haja um oceano de diferença entre nós e os “home students”. Nossa vida de antes é sacrificada pelo nosso presente. Quando o nosso visto expirar, nós iremos mais uma vez deixar o lugar e a comunidade que tentamos transformar em nossa casa. É claro que todos os estudantes imigrantes passarão por isso, mas a falta de compreensão e apoio das universidades que alegam “oferecer ambientes que são caracterizados por um sentimento de comunidade” é decepcionante e hipócrita.

A energia que os representantes dos calouros gastam para tornar nossos colégios ambientes receptivos é desperdiçada diante da apatia com os estudantes internacionais. Alguém ainda se pergunta por que os estudantes internacionais escolhem investir nas comunidades de seus países aqui? As contradições implícitas nas nossas anuidades mais altas mandam uma mensagem que é difícil conciliar com a “receptividade” dos nossos colégios: nós queremos que você contribua e adapte-se, mas não que você pertença.

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Capítulo 6: Onde vou morar?

Assim como é mostrado no guia “Quero Estudar em Londres!”, existem duas opções de acomodação para estudantes em Londres: residências estudantis ou acomodação privada. No guia, eu dou algumas dicas sobre as vantagens e desvantagens de cada opção.

Neste post, eu vou mostrar pra vocês um vídeo que ilustra bem a vida em residências estudantis (menos as armas e a morte do flatmate no final!) e depois vou contar um pouco da minha experiência, já que morei em ambos os tipos de acomodação.

6 Regras das Residências Estudantis

Residências Estudantis vs. Acomodação privada

No meu primeiro ano aqui em Londres, eu escolhi morar na residência da minha universidade simplesmente pela praticidade de ser dentro do campus e porque eu não queria alugar um quarto estando no Brasil. Meu flat tinha 5 quartos e uma cozinha, cada quarto com seu próprio banheiro.

Meu quarto na residência estudantil da Universidade de Westminster, no campus de Harrow.

Meu quarto na residência estudantil da Universidade de Westminster, no campus de Harrow.

Eu tinha outros 4 flatmates (ou colegas de apartamento), 3 ingleses e 1 irlândes. Essa primeira convivência forçada com meus flatmates foi fundamental no início, pois eu não conhecia ninguém na universidade e eles acabaram se tornando a minha família. É verdade que, pelo fato de eles estarem tão perto de casa, eles não passavam pela mesma dificuldade de adaptação que eu, mas mesmo assim ajudou muito morar com outras pessoas no início.

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O banheiro do meu quarto era minúsculo.

Depois de alguns meses, eu realmente comecei a sentir que residência estudantil não era pra mim. Como não era a primeira vez que eu começava uma faculdade, eu não compartilhava da empolgação dos meus flatmates com as festas de calouros e a bebedeira. O problema do barulho no vídeo ali em cima é real, viu! Também comecei a sentir falta de uma casa com sala de estar e jardim, etc. Assim, no segundo ano, aluguei um quarto numa casa de estudantes.

Melhor coisa do mundo! Eu adoro morar em uma casa, poder trazer quantas pessoas eu quiser (meus amigos do Brasil estão sempre vindo passar uns tempos aqui comigo) e sentir uma atmosfera mais aconchegante. Também dei sorte com meus flatmates (todos britânicos, juro que não foi de propósito), que têm um estilo de vida mais parecido com o meu e se tornaram grandes amigos.

O segredo é saber do que você gosta: se você gosta mais de festa e badalação, acho que seu lugar é a residência estudantil. Se você gosta mais de chegar em casa depois de um dia cheio, sentar no sofá, ligar a TV e tomar um chá, alugue um quarto em uma casa. De qualquer maneira, boa sorte!

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Capítulo 5: Como me preparar para a viagem?

No guia “Quero Estudar em Londres!”, eu não te deixo na mão nem na hora de fazer a mala. Muitas pessoas vêm para Londres sem nunca ter feito uma viagem internacional na vida. Assim, coisas simples como comprar voos ou escolher o que colocar na mala podem se tornar um dos momentos mais desesperadores da viagem.

Mas não se preocupe, no guia tem dicas de sites para pesquisar voos e eu te digo tudo o que você precisa organizar e colocar na mala antes de vir. Agora, para nós mulheres, só essas dicas não bastam. Afinal, você não quer vim pra Londres vestida de turista (roupa fora da época e câmera no pescoço, vocês sabem do que eu tô falando), certo?

Assim, com a ajuda do site Fashion Travel Girl, dê uma olhada nas dicas sobre o que levar na mala para Londres de acordo com a época do ano.

Inverno – Dezembro a Fevereiro

Fonte: Fashion Travel Girl

Uma coisa com a qual não estamos acostumados no Brasil é a se vestir em camadas. E isso pode salvar a sua vida aqui no Reino Unido! A combinação segunda-pele, camiseta, suéter (se for de lã, melhor ainda) e casaco, nunca falham na hora de se proteger do frio. Nas mãos, luvas de lã ou de couro. Nos pés, meias quentinhas e botas. É muito difícil encontrar meias que esquentam de verdade no Brasil, portanto meu conselho é comprar aqui (com £8 dá pra comprar 3 pares na Accessorize daqui). Já as botas, um tecido impermeável e confortável já serve pro frio londrino.

E o principal para qualquer estação do ano em Londres: guarda-chuva! Em Londres, é melhor sair pelada do que sem guarda-chuva. Juro!

Primavera – Março a Maio

Fonte: Fashion Travel Girl

A primavera britânica geralmente oferece uma trégua do frio congelante e a oportunidade de deixar o seu casaco grosso em casa e sair com uma jaqueta mais leve. Mas ainda assim, camadas são importantes! As temperaturas podem não estar tão baixas mas o ventinho gelado e a chuva diminui a sensação térmica. As luvas e gorros do inverno também podem voltar pro armário, mas o guarda-chuva não. Lugar de guarda-chuva em Londres é dentro da bolsa!

Verão – Junho a Agosto

Fonte: Fashion Travel Girl

Ah, o verão! Se você estiver vindo pra Londres durante o verão, pode trazer as roupas que você usa no Brasil porque as temperaturas sobem e às vezes fica até pior que o calor brasileiro! O que acontece é que o Reino Unido, por ser uma ilha, é muito úmido e isso muitas vezes piora a sensação de calor.

Portanto, vestidos, camisetas e shorts são bem-vindos. Quanto aos sapatos, é sempre bom levar algum sapato fechado para o caso de chover, mas vale a pena arriscar uma sandália também! E não se esqueça do guarda-chuva!

Outono – Setembro a Novembro

Fonte: Fashion Travel Girl

No outono, as temperaturas ficam muito parecidas com o inverno. Calça jeans (ou meia-calça se você gostar mais de usar vestidos, saias ou shorts) são essenciais e já está na hora de voltar a usar as camadas. Uma echarpe pode dar uma esquentada na hora do vento frio e ainda deixa o look mais chique.

Preciso falar de novo? Guarda-chuva sempre!

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Capítulo 2: Como funciona a aplicação no UCAS?

No segundo capítulo do guia “Quero Estudar em Londres!”, eu conto pra vocês como funcionam as principais etapas do processo de aplicação do UCAS: a escolha da universidade e do curso; a carta de admissão; a carta de referência, e o envio da aplicação.

Eu já dei dicas aqui no blog sobre como arrasar na sua carta de admissão, mas agora acho que é hora de colocar o meu na reta: vou mostrar pra vocês a minha carta de admissão, que me fez ser aceita no curso de Relações Públicas da Universidade de Westminster e nas minhas 4 outras opções. Só lembrando que minha carta deve servir só de inspiração para você e copiá-la não vai ajudar em nada no seu processo. Vamos a ela!

Foto: Lifetracks via Flickr

Foto: Lifetracks via Flickr

Communication has always been a predominant factor in my life. Such a cliche line to start with, I know, but it has intrigued me from an early age. Being a little kid growing up in the 90s I had to be crazy about one of those boy bands with the good looks and moves. Still, one thing used to take my mind out of their perfectly synchronized choreography: their message. Consequently, learning English became a natural, intuitive process for me and at the age of 12 I could be considered an intermediate user of the English language without having ever gone to a language school.

Learning a new language brought me the sad awareness that those cute guys did not have an impressive message to send. Then, it was time for the new indie rock bands of the 00s, and one of them in particular drove me to a new experience. At the age of 16 I started a blog about the Australian band Jet to keep the fans updated with info and yes, a little gossip on the band members as well to keep the girls interested. This combination worked really well and it later gave me the opportunity of working directly with the band running their official website and social networks accounts. Thanks to that I had even more contact with the fans and people in the music business, organizing the website content, writing updates and releases and making contests.

As can be seen in my brief pre-academic history, communication is more than just something present on my everyday life that remains unremarked. Languages, internet, exchanging information and music (one way of communicating, why not?) turned into a hobby for me. Nevertheless, it took me a couple of years to realise that all those things combined had a name, and it was called Public Relations. After four semesters studying Computer Science I started to wonder if that was the point of view about the internet and computers I was really looking for. Whilst my classmates were worried about how to make it happen, my mind was on how it changed the ways of communicating and moreover, how communication used to be before we had such a fast tool. Thus, all these questions and experiences led me to where I am now: the course of Public Relations at the Universidade Federal de Goias.

The course has broadened even more my view on the concept of Public Relations and it amazes me the difference it makes for a company or public institution. From what I know, PR is a magical power one has to make the conflicts positive and success multipliable. On the other hand, the ones who do not possesses that power will have the conflicts ruining all their achievements and the success will be just a point they get to before going way down again.

Besides, the great introductory base the course in Brazil has given me along with my increasing interest in learning new languages and cultures (I have been studying Italian for 2 years now) make me believe that studying PR in an important economic and political centre could be an even more enriching experience. After years researching the universities in the United Kingdom, I believe the country is a good choice for studying abroad. The UK universities offer a more practical vision of PR, requiring from their students an open, creative perspective of all the fields it is present in.

Finally, working as an English teacher and a cashier at a clothing shop has showed me the many things we can learn when we open our minds to different situations. Teaching is one of the most beautiful professions one can have. You might think you are not able to share what you know with others, but once you find out you can you get to be even wiser. Being part of a big brand of male clothing franchise helped me to understand some of the strategies used in Marketing and Business, certainly increasing my interest on those areas of study. All in all, these experiences showed me that knowledge can be found in all kinds of situations. We just need the right tools and abilities to recognize it and embrace it.

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Uma tour pelo guia “Quero Estudar em Londres!”

A partir de hoje vamos começar uma tour básica pelos 14 capítulos do nosso querido guia “Quero Estudar em Londres!”. O guia foi escrito por mim, Andréa, baseado no que eu passei até me tornar uma estudante internacional no Reino Unido e vem cheio de links e dicas úteis pra você não passar os mesmos perrengues que eu passei!

Começando a nossa tour, vamos ouvir de quem entende do assunto o que se deve fazer para estudar em uma universidade britânica: o UCAS. Se você não sabe o que é UCAS, o primeiro capítulo do guia “Como funciona o processo de admissão a uma universidade britânica?” te conta em detalhes o que é o UCAS, quando você deve começar a aplicação e quais são as etapas do processo de admissão.

Neste post, porém, vamos assistir um vídeo rápido retirado do site do UCAS com depoimentos de estudantes internacionais que já estão aqui no UK e explicando direitinho o que o UCAS oferece. O vídeo está em inglês, para você já ir afiando a língua para quando chegar aqui!

Clique na imagem para ver o vídeo.

Clique na imagem para ver o vídeo.

A deadline do UCAS foi no último dia 24, mas você ainda pode aplicar para o ano que vem. Ficou com vontade?

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O nosso guia já está disponível!

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Senhoras e senhores, o Londres Para Estudantes tem o orgulho de apresentar…. o “Quero Estudar em Londres!”. São 96 páginas cheias de informações essenciais para quem quer estudar em Londres. A gente pega na sua mão e passa junto com você por todo o processo de aplicação no UCAS, o requerimento de visto e até te ensina a fazer a mala direitinho, olha que beleza!

Além disso, a gente dá dicas de lugares para visitar, como gastar menos, e ainda te fala tudo que você vai ter que fazer quando chegar aqui como fazer o seu cartão de transporte, se registrar com a polícia, abrir conta no banco… Ficou moleza estudar em Londres agora!

Pra ler online ou baixar é muito fácil, só clicar na capa ali no lado direito ou ir na seção “O guia” para ficar sabendo mais.

Qualquer dúvida, desabafo, conselho ou só carência mesmo, já sabe: é só mandar um email pra gente no londresparaestudantes@hotmail.co.uk.

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QUERO ESTUDAR EM LONDRES!

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Quero aventura, quero experiência, quero conhecer gente diferente, aprender outras      línguas, outras culturas, quero viajar, ter mais conhecimento, aprimorar meu currículo  e me destacar na área de trabalho… eu QUERO ESTUDAR EM LONDRES!!!

Se é isso mesmo o que você quer, então você esta no blog certo! Aqui você vai encontrar o nosso guia “QUERO ESTUDAR EM LONDRES” com tudo o que você precisa saber sobre como aplicar para uma universidade britânica, o processo de aplicação, como é o sistema de  imigração, tirar visto, quanto dinheiro você precisa ter entre outras dicas como: a viagem, onde morar, o que fazer e muito mais!

Embarque com a gente nesse blog e explore o mundo londrino, faça comentários, compartilhe e tire suas duvidas.

Esperamos que gostem e façam um bom proveito do nosso guia! Enjoy it!

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