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20 dicas para o seu Personal Statement

Com a deadline do UCAS se aproximando no dia 15 de janeiro do ano que vem, você já deve ter começado a pensar na sua carta de admissão, certo? Esta carta, chamada de Personal Statement pelo UCAS, vai ser a melhor forma das suas universidades te conhecerem além do seu desempenho acadêmico e histórico de emprego.

No nosso guia, você pode encontrar algumas informações básicas, mas agora nós vamos dar 20 dicas para não ter erro na hora de escrever a sua carta de admissão. Essas dicas foram elaboradas com base em artigos da Which? Magazine e um pouco de experiência própria também.

Dica nº1: Como fazer sua carta de admissão chamar a atenção das universidades?

A primeira coisa a se ter em mente é que as universidades recebem milhares de aplicações todos os anos, portanto eles vão ler de tudo nas cartas de admissão. Assim, o desafio é fazer a sua carta ser lembrada e ter um algo mais em relação a maioria. Porém não adianta mentir ou exagerar, as pessoas que lêem essas cartas estão acostumadas a fazê-lo e percebem de cara quando estão sendo enganadas.

A primeira dica então é: seja você mesmo e saiba como apresentar os seus melhores atributos. Este vídeo, em inglês, mostra algumas dicas para escrever uma boa carta de admissão, de acordo com as próprias universidades:

Dica nº 2: Comece com uma frase de forte e marcante.

O início da sua carta de admissão provavelmente definirá a forma como o tutor encarará o resto da carta. Não inicie com clichês como “Eu sempre sonhei em estudar tal curso…”, pois a maioria dos estudantes vai fazer o mesmo. Comece com uma frase que seja a sua cara e que demonstre o que está por vir nos próximos parágrafos.

Dica nº3: Faça com que a leitura da sua carta seja agrádavel.

Não há nada mais desencorajador do que uma carta sem estrutura, com parágrafos longos e sem uma ordem específica. Conteúdo é importante, mas não adianta ter grandes experiências de vida e ótimo desempenho acadêmico, se tudo isso for apresentado de uma forma desorganizada. Seja meticuloso, leia e releia a sua carta de admissão, procure erros ortográficos, verifique se os parágrafos estão em uma ordem interessante e com comprimento ideal (4 ou 5 frases já é o bastante).

Dica nº4: Não só diga algo sobre você, mas prove.

Você pode dizer que você é um ótimo aluno, que se interessa por tais assuntos e que quer muito seguir uma carreira em uma determinada área. Mas tudo isso terá pouco valor se você não provar o que está dizendo. Tente usar exemplos para o máximo de coisas que puder. Use experiências de vida, hobbies, habilidades ou até prêmios que comprovem as suas afirmações e impressionem o tutor.

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Fonte: Devon Elizabeth Barnett via Flickr

 

Dica nº5: Demonstre interesse na área escolhida.

Por que você escolheu essa área? Mostre ao seu tutor que a sua decisão é acertada e que você se baseou nos seus interesses e experiências antes de tomá-la. Vale a pena gastar parta da carta falando sobre a área escolhida. Além disso, se você está aplicando para cursos muito diferentes entre si ou diferentes do que você fez no Brasil, justifique a mudança e mostre que você sabe o que está fazendo.

Dica nº6: Não fuja do assunto.

Não se esqueça de que, ao ler a sua carta, o tutor quer saber acima de tudo: “Por que nós devemos lhe dar um lugar na nossa universidade?”. Assim, certifique-se de que tudo o que você está dizendo responda a essa pergunta e não fuja do assunto.

Dica nº 7: Não foque somente no desempenho acadêmico.

Algo que realmente impressiona os tutores são atividades extracurriculares e hobbies ou interesses relevantes para a área para a qual se está aplicando. Afinal, a escola e a universidade são coisas pelas quais todo mundo passa, mas o seu esforço para ir além do que lhe é ensinado em sala de aula pode lhe dar pontos valiosos na carta de admissão.

Dica nº7: Siga o ABC: Ação, Benefício e Consequência para o curso.

Ou seja, ao falar sobre algo que você conquistou ou já fez, fale também sobre como isso te beneficiou como pessoa e/ou aluno, e como isso é relevante para os cursos escolhidos.

Dica nº8: Cuidado com citações!

Algumas citações podem até dar um valor a mais à sua carta, mas tome muito cuidado! Primeiramente, não use citações de pessoas muito famosas como Einstein, Muhammed Ali ou Marthin Luther King. Sim, eles tinham ideias maravilhosas e já disseram coisas muito interessantes. Mas não só você pensa assim, como a maioria dos estudantes que aplicarão para as universidades. Segundo, tenha certeza de que a citação precisa ser feita. Se não, é melhor explicar com as suas próprias palavras.

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Einstein: um gênio. Segundo você e a maioria dos outros estudantes.
Fonte: drussoart via Flickr

Dica nº9: Entusiasmo!

Normalmente, a pessoa que vai ler a sua carta será um professor do departamento específico do curso que você escolheu. Então, lembre-se de uma coisa: vocês já te[êm uma coisa em comum, a paixão pelo curso! Explore isso demonstrando entusiasmo sobre a área escolhida e deixe transparecer o quanto você deseja para se aprofundar nela.

Dica nº10: não liste seus interesses e experiências.

Imagine uma carta de admissão com essa frase: “Os meus livros preferidos são 1984, Harry Potter, A Era dos Extremos, O Retrato de Dorian Gray…”. Ao terminar de ler a frase, o tutor já caiu no sono. Não liste as suas experiências ou seus hobbies. Fale sobre cada um (que sejam revelantes, é claro) e não mate o tutor de tédio.

Dica nº11: A graduação deve ser uma experiência recíproca.

Você já falou o quanto se interessa pela área e como você quer se aprofundar mais nela. Mas o que você espera da universidade? Essa é uma parte normalmente esquecida pelos estudantes. As universidades esperam que os estudantes não sejam apenas passivos no aprendizado, mas também ativos em aproveitar o máximo o que a graduação pode oferecer. Assim, o que você espera desses 3 anos de graduação?

Dica nº 12: Cuidado com o vocabulário.

Algumas vezes, pelo inglês não ser a nossa primeira língua, nós não sabemos exatamente quais palavras são apropriadas para a carta de admissão ou quais são rebuscadas demais. Afinal, se você usar palavras que não usaria no dia-a-dia, o tutor perceberá que você está “trying too hard”, como dizem por aqui. Tome cuidado com isso, procure no dicionário as palavras que você não tem certeza se deveriam ser usadas. Quer outra dica preciosíssima, aqui entre nós? Existe uma ferramente online chamada Thesaurus que lhe dá sinônimos de uma certa palavra em inglês, alguns mais requintados, outros mais comuns. Agora ficou fácil, vai!

Dica nº 13: Não vale a pena plagiar.

A razão é simples: O UCAS passa todas as cartas de admissão por um software que detecta se um trecho da sua carta foi “roubado” de outro lugar. Assim, se você não quer ter sua aplicação cancelada, não copie trechos de outras cartas ou de artigos, livros, etc.

Dica nº 15: Ser ou não ser engraçado? Eis a questão.

Minha opinião pessoal sobre essa questão é: não tente ser engraçado na sua carta de admissão. Algumas pessoas gostam de adicionar um toque de senso de humor às suas cartas, mas você nunca sabe qual será o humor da pessoa que vai ler a sua carta ou até mesmo se ela está um dia bom ou não. Vai saber, né? Portanto, se for usar senso de humor na sua carta, tome cuidado! E não diga que eu não avisei.

Dica nº16: Não utilize fatos negativos ou irrelevantes.

Além de entusiasmo, a sua carta de admissão precisa ter positividade. Não foque em coisas negativas do seu passado como o porquê de você ter largado aquele curso, ou como você sofreu bullying na escola. Você quer impressionar o seu tutor e não fazê-lo ter dó de você. Além disso, não fale sobre coisas da sua vida que são irrelevantes. Isso aqui é uma carta de admissão e não uma auto-biografia, oras!

Dica nº17: E como fica o Brasil nessa história toda?

Não é para falar de samba, futebol e nossas belezas naturais, mas o seu tutor com certeza vai querer saber por que você decidiu sair do Brasil para fazer graduação e o que você vai fazer depois de estar com o diploma na mão. Essa última parte é importante. Muitos dizem que as universidades preferem quando o aluno diz que vai voltar ao Brasil, mas isso não é comprovado. O importante então é: se você estiver pensando em ficar no Reino Unido depois da graduação, diga como você pretende ajudar o seu país com o conhecimento adiquirido aqui. Por exemplo, você pode dizer que você vai incentivar seus amigos brasileiros a estudarem em outros países (ou no UK mesmo). Esse é só um exemplo para ilustrar, mas é fundamental mencionar o Brasil na sua carta.

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Não se esqueça dele!

Dica nº18: Leia, releia e leia mais uma vez.

Escreva a sua carta num processador de texto, como o Word, antes de passá-la para o UCAS. E quando o fizer, eu não consigo nem expressar o quanto é importante reler e revisar a sua carta de admissão. Procure erros ortográficos, verifique se as frases fazem sentido, corrija o inglês. É importante também pedir para outra pessoa que saiba inglês ler a sua carta. Se isso não for possível, deixa a sua carta quietinha ali por alguns dias e depois volte e releia. Muitos erros só são percebidos depois uma refrescada na cabeça!

Dica nº19: Não traduza a sua carta e nem pensar em Google Translator!

Eu sei o quanto é tentador escrever sua carta todinha em português e depois passar pro Google Translator fazer todo o resto do trabalho pra você. Não funciona. Sério, não funciona mesmo! Escreva a sua carta em inglês e, se precisar, use o dicionário. Se você conhece uma pessoa fluente em inglês, peça para ela ler e te dar umas dicas. Só promete para mim que não vai usar o Google Translator!

Dica nº20: Termine com chave de ouro!

O último parágrafo da sua carta deve sim resumir o que foi dito, mas não só isso. Essa será a última impressão que o tutor terá de você, portanto seja conciso, direto e termine com uma frase marcante e que adicione algo a sua carta.

Se você quiser que a gente dê uma olhada na sua carta e te passe umas dicas, manda um e-mail pra gente: londresparaestudantes@hotmail.co.uk

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A comida brasileira em Londres

Segura que lá vem  jabá!

De vez em quando nós vamos  dar algumas recomendações de lugares e serviços aqui no Reino Unido. Este blog é parte de um projeto de faculdade, então pode ter certeza que qualquer indicação que rolar aqui é por puro amor mesmo, nada de business!

Enfim, a indicação de hoje vai para o lugar que salva nossa vida quando a saudade e a fome batem ao mesmo tempo! A culinária inglesa não é lá das piores, mas nada como um arroz, carne e salada para nos sentirmos um pouco mais perto do Brasil. E o mais legal de tudo é levar seus amigos gringos para comer comida brasileira, eles simplesmente não acreditam que a gente coma uma comida tão boa todos os dias!

No último final de semana, levei duas amigas, uma francesa e uma romena, para comer no Barraco, no bairro de Kilburn, em Londres.

IMG_0444A aparência for fora é bem simplória, mas por dentro rola uma decoração toda temática, musiquinha brasileira de fundo, e claro, a paixão nacional: futebol? Não. A comida!

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O cardápio tem as entradinhas que a gente tanto gosta como mandioca, pastel, pão de queijo (minha amiga francesa pira no “páo di quêjo”) e asinha de frango. Podem parecer nada rebuscadas, mas depois de morar aqui por um ano, você tá dando £100 num pastel de queijo com refrigerante.

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França, Brasil e Romênia. Viver em Londres é assim, tudo misturado!

As meninas foram de picanha na chapa com queijo e cebola, acompanhado de um pãozinho. Eu fui no tradicional arroz, carne e salada. A comida tem um gosto bem caseiro, mas ao mesmo tempo muito bem feita.

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De sobremesa, fomos de brigadeiro! Foi de comer de olhinho fechado, viu? Por mais que a gente tente fazer brigadeiro em casa aqui, o achocolatado não é mesmo, então não fica igualzinho.

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A gente não se cansa de falar do quão cosmopolita a capital inglesa é e ta aí a prova. O Barraco não é o único restaurante brasileiro na cidade, existem muitos outros! Você provar também os sabores de outros países e se sentir como se um pedacinho de cada país do mundo estivesse em um só lugar: Londres.

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